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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Preço já assume maior relevância do que qualidade ou marca aquando da escolha de uma companhia aérea. 59% dos portugueses pesam mais o custo na hora de marcar uma viagem, versus os 35% que dão prioridade à qualidade.

Os portugueses estão a tornar-se cada vez mais entusiastas de viagens low-cost, uma alternativa mais apetecível numa altura em que os consumidores procuram proteger o seu poder de compra. Em Portugal, cerca de 51% das pessoas considera que a oferta low-cost está bem desenvolvida e abrange diversos setores, com cerca de 30% dos portugueses a afirmar que dão mais preferência a este segmento do que há um ano atrás, de acordo com o Observador Cetelem Consumo Low-cost 2023.

 

No começo de 2022, quando a guerra na Europa ainda não era uma realidade e os preços ainda não tinham escalado, 58% dos portugueses tencionavam comprar produtos e serviços relacionados com viagens e lazer nos 12 meses seguintes.

 

Passado um ano, 63% revelam ter renunciado a este tipo de compras relacionadas com viagens e lazer, uma circunstância que se repete um pouco por todo o continente europeu, com 59% dos inquiridos dos 15 países Europeus onde se realizou o estudo, a afirmarem ter renunciado a despesas com tempos livres e férias no último ano.

 

De acordo com os consumidores, a renúncia a este tipo de produtos e serviços prende-se, em grande parte, com o fator preço a tornar-se cada vez mais central na tomada de decisões.

 

Ainda assim, para 2023, cerca de 58% dos portugueses manifestam o desejo de retomar as suas compras relativas a viagens e lazer, embora apenas 16% afirmem com certeza que as concretizarão. Por outro lado, e no quadro mais abrangente da Europa, 54% dos europeus preveem gastos em viagens e lazer em 2023, sendo que 20% têm a certeza de as realizar e 34% indicam que provavelmente o farão.

 
Expansão do mercado de viagens aéreas low-cost

 

O segmento de viagens aéreas low-cost tem vindo a aumentar exponencialmente, particularmente entre 2001 e 2020. De entre todas as vertentes de produtos e serviços low-cost, os voos registaram o crescimento mais impressionante, considerando que em 2001 representavam apenas 5% do mercado global e em 2020 já apresentavam uma quota combinada de 45%.

 

De acordo com o Observador Cetelem Consumo Low-cost, este é também um dos poucos setores em que se verifica que os consumidores com rendimentos elevados optam por não pagar mais por um serviço, como um voo de pequeno ou médio curso e de curta duração, privilegiando as opções low-cost.

 

Entre as principais razões estão a perceção de uma garantia de boa satisfação, com a maioria dos portugueses inquiridos a indicar que tenciona recorrer a estas opções mais vezes no futuro, por sentirem que estão a pagar um preço justo.

 

Em Portugal, 55% dos consumidores opta por low-cost em viagens aéreas. Outros 45% optam por transportes terrestres low-cost. Já no setor hoteleiro, 52% optam por hotelaria a preços mais baixos.

 

No segmento das viagens aéreas, o preço assume maior relevância face à qualidade e à marca. Em Portugal, a diferença é de 24 pontos percentuais, com o preço (59%) a assumir uma prevalência sobre a qualidade (35%). Apenas 6% dos portugueses afirma que o seu principal critério de escolha é a própria marca.

 

Ainda de acordo com o estudo, em Portugal, a companhia aérea de baixo custo Ryanair está entre as marcas que melhor simboliza o low-cost, com uma classificação de 14%, seguida da Easyjet, com 7%.

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