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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com fortes investimentos fora de portas, o grupo do sector petrolífero – que enviou uma forte advertência ao governo de Pedro Sánchez – quer continuar a investir fora de Espanha. Sines é um dos locais desse roteiro.

O investimento da espanhola Repsol no projeto a construir no Complexo Industrial de Sines, que prevê a instalação de duas novas fábricas que produzirão materiais 100% recicláveis, é um dos que o grupo manterá no seu foco estratégico – foi esta quinta-feira confirmado na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano.

 

No investimento em Sines, entrou em funcionamento em maio passado o primeiro parque fotovoltaico em autoconsumo no complexo. Este parque fotovoltaico faz parte do primeiro bloco fotovoltaico constituído por seis parques com uma potência de geração total de 6,6 MWp, revelou a empresa na altura. “Esta instalação inclui um moderno parque de estacionamento com cobertura fotovoltaica”. “Este parque fotovoltaico marca o início da produção de eletricidade renovável no Complexo Industrial de Sines, e reforça o compromisso da multienergética para a descarbonização”.

 

O grupo assegura que “a Repsol foi a primeira empresa do sector a assumir o objetivo de neutralidade carbónica até 2050. Para tal, a aposta na sustentabilidade futura da indústria e na transformação dos grandes centros industriais da Repsol continua a ser um dos principais focos de atuação, com foco no objetivo de atingir as zero emissões líquidas até 2050”.

 

O grupo avançou na sua transformação, desenvolvendo projetos industriais com baixo teor de carbono, aumentando a sua carteira de ativos renováveis e lançando uma oferta multienergia diferenciada para os clientes.

 

Neste contexto, os investimentos até setembro ascenderam os 4.362 milhões de euros (mais 82%), principalmente em Espanha e nos Estados Unidos e em linha com a intenção de afetar 35% do total de investimentos do ano a projetos de baixo carbono. Neste quadro, e para além de Sines, o grupo realçou o seu comprometimento nos Estados Unidos – onde reforçou a sua carteira de geração renovável com a aquisição da ConnectGen, que conta com uma carteira de 20.000 MW.

 

Por outro lado, aprovou o desenvolvimento do campo Campos 33 no Brasil, “um país chave na sua estratégia de maior focalização geográfica no Upstream. Este projeto produzirá um volume significativo de gás, uma das fontes de energia indispensáveis para garantir uma transição segura, acessível e sustentável”.

 

Dentro de postas, o grupo está a finalizar o arranque da primeira fábrica de combustíveis renováveis, situada em Cartagena. Em julho, anunciou também a instalação de uma segunda unidade, no complexo industrial de Puertollano. Em outubro, iniciou-se a produção de hidrogénio renovável na refinaria de Petronor.

 

Recorde-se que a Repsol registou um resultado líquido de 2.785 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 14% que no mesmo período em 2022. A apresentação dos resultados ficou marcada por fortes críticas à (pré) decisão de o PSOE e o Sumar – os dois principais partidos do atual governo e prováveis ‘repetentes’ no próximo – de criar um novo imposto para o excesso de lucros das petrolíferas e da banca, pelo menos.

 

Em O Jornal Económico

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