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CABEÇALHO

A empresa portuguesa ThinkerDots apresenta esta quarta-feira, na final do programa “Linking Up”, a solução tecnológica à secretária de Estado Rita Marques. Aplicação móvel será testada no festival gastronómico “Chefs on Fire”, que se realiza em maio no Estoril.

O aguardado regresso aos eventos – que estão há um ano a variar entre o Zoom e o Teams – não será feito sem tecnologia, quer para registar os participantes quer para verificar o estado de saúde dos participantes. A startup portuguesa Thinkerdots é uma das empresas que se está a preparar para o retorno do público aos festivais culturais e gastronómicos.

 

A tecnológica está a criar uma aplicação móvel para gerir a entrada de visitantes com o rastreamento da testagem à Covid-19 e potencial marcação de testes rápidos à entrada dos recintos e irá testá-la pela primeira vez no festival gastronómico “Chefs on Fire”, que se realiza no Estoril entre os dias 22 e 23 de maio.

 

A app, que responde a um desafio lançado pelo grupo LOHAD, vai apresentada esta quarta-feira no âmbito da sessão final do programa de inovação “Linking Up” que conta com a presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, entre outras personalidades.

 

O CEO da consultora Territórios Criativos – promotora do programa – considera que “esta aplicação faz antever o regresso dos eventos culturais e de lazer com segurança já que, com o desenvolvimento do projeto, estará disponível uma solução acessível para outras iniciativas dirigidas ao grande público, assim como para facilitar o acesso a salas de espetáculos, museus, concertos”.

 

“O objetivo é voltar a realizar eventos seguros, garantindo que todos os participantes testaram negativo ao novo coronavírus”, explica Luís Matos Martins, dias depois de ser noticiado que Espanha também se prepara para o regresso dos eventos com público ao ter juntado 5 mil pessoas em Barcelona para um concerto de uma banda de rock.

 

Além da LOHAD, que vê na solução da Thinkerdots uma oportunidade, este programa envolve também a Odisseias, a Douro Azul e o grupo Minor Hotels (dono das cadeias hoteleiras Tivoli ou NH Collection), completando o grupo de quatro empresas que recorreu a empreendedores externos para inovar (e poupar).

 

Assim, houve onze jovens projetos que também captaram a atenção dos ‘gigantes’. É o exemplo da startup Next Reality, que está a desenvolver uma solução com base em realidade aumentada para diminuir os recursos da Odisseias aplicados no controlo dos stocks e reduzir os custos operacionais de monitorização dos produtos nas lojas portuguesas.

 

A Oliófora, que captou recentemente investimento da Portugal Ventures, é outro dos casos, pois irá apresentar ao grupo Minor Hotels soluções de packaging amigas do ambiente e uma gama de amenities (produtos como champôs e gel de duche) sustentáveis. Já a AqvaMore, startup incubada no TagusPark, vai mostrar à empresa como baixar o consumo de água per capita com um sistema de re-circulação da água fria que faz com que se se abrir a torneira da água quente a água só saia quando estiver à temperatura certa. Na mesma linha, a SWRS sugere um mecanismo que reaproveita as águas cinzentas do duche e do lavatório para descargas sanitárias para economizar até 40% do consumo de água por quarto/habitação.

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