NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A escassez de peças automóveis, sobretudo os semicondutores, está criar um desequilíbrio entre oferta e procura no setor automóvel europeu, que pode durar até o primeiro semestre de 2022.

De acordo com um estudo publicado pela seguradora alemã Allianz, este fenómeno pode levar os fabricantes e concessionários a aumentar os preços entre 3% a 6%.

 

No primeiro semestre deste ano, o número de carros matriculados aumentou 25,2%, para as 1.354.000 milhões de unidades, face ao período homólogo de 2020.

 

Por outro lado, nos últimos meses, o volume de produção do setor automóvel europeu recuou, como não era visto desde 2010. A Alemanha, o principal player do bloco neste mercado, foram produzidos menos 400.000 carros.

 

Em Portugal, no primeiro semestre de 2021, foram colocados em circulação 99.322 novos veículos, o que representou uma diminuição de 34,1%, relativamente a 2019, apesar da comparação com 2020 mostrar um aumento de 27,3%.

 

Em maio, António Costa recebeu uma carta aberta das marcas de automóveis, representadas pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), na qual é lançado um alerta para a difícil situação do mercado no país e exigida a adoção de medidas que ajudem à retoma da procura.

 

“O mercado automóvel, em Portugal, teve a maior queda percentual na União Europeia em 2020”, é referido no documento, que aponta que essa “quebra foi, igualmente, superior à de países como o Reino Unido, a Noruega ou a Suíça”.

Partilhar