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CABEÇALHO

A consultora holandesa IG&H escolheu Portugal para instalar o grosso do desenvolvimento das suas soluções tecnológicas.

A consultora holandesa IG&H instalou-se em Portugal para desenvolver a tecnologia que suporta os seus serviços, em meados deste ano. A equipa de 50 pessoas está espalhada por quatro cidades, de norte a sul do país, mas até ao final do próximo ano vão ser contratados mais 150 colaboradores.

A IG&H Platform Services é a unidade da empresa holandesa que se dedica a desenvolver as soluções tecnológicas que a consultora quer entregar aos clientes. A IG&H tem uma abordagem que classifica como "end-to-end": aconselha, desenha a solução e constrói-a. É neste último passo que entra a equipa em Portugal.

 

Aqui, trabalha-se com base na plataforma do unicórnio português Outsystems, assim como com a oferta "cloud" da Microsoft. Para concretizar, a empresa considera que são precisos reforços na área de desenvolvimento de software, arquitetura "Cloud" e "DevOps". "O objetivo é criar 150 postos de trabalho até ao final de 2020", avança o partner da IG&H em Portugal, Nuno Pacheco, ao Negócios. Das novas contratações, cerca de 80% deverão ser posições técnicas como as já referidas, 15% para lugares de gestão e ainda 5% para suporte e serviços administrativos, estima o responsável.

Para já, por cá, conta com uma equipa de 50 pessoas, concentradas essencialmente em Lisboa, mas que trabalha também – em grupos de cinco a dez pessoas – em escritórios no Porto, Coimbra e Évora. A empresa quis dar a possibilidade de os trabalhadores não se deslocarem para a capital e diz que espera investir, no total, cerca de 10 milhões de euros ao longo de três anos para consolidar a atividade em terras lusas.

O primeiro balanço financeiro só estará fechado no final do ano, uma vez que os escritórios abriram entre abril e junho. Contudo, Nuno Pacheco afirma que "os resultados iniciais foram de tal forma positivos" que estão "a considerar um aumento de investimento para podermos abranger outras áreas de oferta tecnológica". Entre os motivos para a escolha de Portugal como casa para o centro tecnológico esteve a origem portuguesa da Outsystems, a qualidade do trabalho no país mas também a "exposição internacional que eventos como o WebSummit" permitem, explica Nuno Pacheco.

A equipa dedicada a tecnologia conta ainda com 15 "reforços" que trabalham na Holanda, e que respondem à gestão em Portugal. É lá que se concentram as atividades de consultoria, sendo que a empresa emprega, no total, 250 pessoas. A maioria dos clientes também são grupos holandeses, e atuam nos setores de retalho, saúde e financeiro. Os acionistas também são dos Países Baixos: os próprios partners.

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