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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Hitachi Vantara, em Portugal, trabalhou, durante cerca de um ano meio, para um cliente israelita, não revelado, de forma a criar lojas autónomas. Em entrevista ao Jornal de Negócios, a empresa explica que o cliente em causa “já tinha tido algumas iniciativas” na área, sem bons resultados.

 

Foi então que “ouviram falar na nossa tecnologia baseada em LIDAR [Light Detection and Ranging, algo como deteção de luz e variação] e gostaram daquele conceito”, explicam ao Negócios Jorge Antunes e Paulo Valério, o diretor de desenvolvimento de negócio para a região EMEA e o responsável pelas equipas de desenvolvimento em Portugal, respetivamente.

“Já sabíamos o que é que a tecnologia LIDAR permitia, já usávamos o conceito para identificar pessoas e poder fazer o ‘tracking’ ao longo de um espaço físico”, refere Paulo Valério.

A empresa combinou esta tecnologia com as prateleiras inteligentes de um parceiro. Com esta tecnologia, sempre que um cliente tira um produto da prateleira, esse movimento é reconhecido pelos sensores. O software associado cria então, automaticamente,  um cesto de compras no sistema do supermercado.

Não há necessidade de leitura de códigos de barras, nem de câmaras de filmar. Como explica o Negócios, “a partir do momento em que o sistema da Hitachi comunica com o sistema do retalhista, a compra está a decorrer. “No final, basta sair da loja, com o valor debitado no meio de pagamento preferido, ou interagir com caixas de “self-checkout”. A identificação do cliente é feita apenas no sistema do retalhista”, frisa a Hitachi.

Esta tecnologia já foi exportada para Israel e Japão. “Começámos com uma loja em Israel, até ao final do ano serão mais cinco, sendo que a restante cadeia vai aumentar ao longo de 2022”, explica Paulo Valério.

“A solução também já foi exportada para o Japão, que é uma coisa de que nos orgulhamos imenso, de uma tecnologia desenvolvida em Portugal ser exportada para um país que é o maior produtor de tecnologia. Fazer ao contrário é sempre um grande orgulho”, acrescenta Jorge Antunes, em entrevista à publicação económica do grupo Cofina.

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