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Capital portuguesa foi considerada a 32.ª melhor cidade em 2024, segundo uma lista que classifica as 100 melhores urbes do mundo acima de um milhão de habitantes. O top 3 é composto por Londres, Paris e Nova Iorque.

Lisboa foi considerada a 32.ª melhor cidade do mundo para 2024, de acordo com o estudo 2024 World"s Best Cities da consultora Resonance Consultancy, o que representa uma subida de cinco lugares em relação à lista do ano passado. Este ano, a capital portuguesa já tinha sido considerada a 23.ª melhor urbe da Europa num estudo feito pela mesma empresa.

 

"A antiga capital, outrora sonolenta, na extremidade ocidental do continente, é hoje um dos destinos mais badalados da Europa. Você não está a imaginar: todos os seus amigos estão a mudar-se para Lisboa. Mas é apenas parcialmente pelas 2 799 horas anuais de sol - o máximo de qualquer capital europeia". É assim que começa a apresentação que justifica o 32.º lugar ocupado por Lisboa, sublinhando-se que, entre os vários fatores tidos em conta para a elaboração desta lista, a capital portuguesa distingue-se por uma 11.ª posição em pontos turísticos e de referência e o 15.º posto mundial ao nível das avaliações do Tripadvisor. Em termos das três grandes categorias, Lisboa situa-se em 16.º em Qualidade de Vida, 39.º em Atratividade e 112.º em Prosperidade.

 

"Há também o famoso transporte público, a facilidade de caminhar e os mais de 200 quilómetros de ciclovias inauguradas no último ano (com mais a caminho) que melhorarão a sua 13.ª posição no ranking global de Andar de Bicicleta", refere o texto do 2024 World"s Best Cities sobre a capital portuguesa. "Para mergulhar na 16.ª posição de Lisboa no nosso índice geral de Qualidade de Vida, suba qualquer uma das sete colinas que proporcionam miradouros para observar o pôr-do-sol do Atlântico, especialmente o Castelo de São Jorge, passando por vielas antigas e sinuosas num dos bairros mais antigos da Europa, com cerca de 1500 anos de idade. Esses locais classificam Lisboa em 19.º lugar na nossa subcategoria Ar Livre".

 

O problema da habitação em Lisboa e a forma como está ser combatido também é mencionado, fatores que não afastam novos residentes, de acordo com a avaliação feita. "Os recém-chegados continuam a aparecer, impulsionando os preços ascendentes das casas com novos vistos de trabalho remoto (o mais recente exige um salário mensal de 2 750 dólares [cerca de 2 600 euros]), ao mesmo tempo em que põe fim às residências estrangeiras excessivamente generosas. As proibições temporárias de licenças do Airbnb tentam manter a cidade acessível aos residentes cujo salário mínimo está bem abaixo de 1000 dólares [cerca de 950 euros] por mês".

 

Mesmo com estes contratempos, Lisboa tem novos atrativos para quem é novo na cidade, como "os mais recentes estrelas Michelin de inspiração japonesa Kabuki e Kanazawa, que continuam a receber os recém-chegados", sendo também referido o Quake, museu dedicado ao terramoto de 1755 e que há cerca de um mês foi distinguido pelos World Travel Awards como a melhor nova atração da Europa.

 

A capital das capitais

 

A melhor cidade do mundo, pelo oitavo ano consecutivo, é Londres, considerada "a capital das capitais", alcançado a melhor classificação entre todas nas categorias de Qualidade de Vida e Atratividade e a terceira melhor nota em Prosperidade. De referir ainda que está no topo em termos de Cultura e Desempenho Educacional. O top 3 fica completo com Paris - elogiada pela mudanças urbanísticas e de mobilidade que estão a ser levadas a cabo pela sua autarca, Anne Hidalgo, desde a pandemia - e Nova Iorque, que duplicou o número de turistas nos últimos dois anos.

 

Na lista das 10 primeiras estão ainda Tóquio, Singapura, Dubai, São Francisco, Barcelona, Amesterdão e Seul.

Este é o nono ano consecutivo em que a Resonance Consultancy publica o ranking das Melhores Cidades do Mundo, considerado pela Bloomberg como "o mais abrangente estudo do género". O ponto de partida são cerca de 300 cidades de todo o mundo com mais de um milhão de habitantes, que são analisadas com base em três grandes pilares - Qualidade de Vida, Atratividade e Prosperidade -, divididos em 24 subcategorias que vão desde museus, universidades, aeroportos, restaurantes, cultura, PIB per capita, índice de pobreza, startups a número de pesquisas no Google, hashtags no Instagram, avaliações no Tripadvisor ou identificações no Facebook.

 

Em Diário de Notícias

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