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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Em agosto fileira cresce 10% face ao mesmo mês de 2019. Em oito meses ganha 1,2%. O destaque continua a ser dos têxteis-lar.

As exportações de têxteis e vestuário no mês de agosto consolidaram a tendência de alta, com um salto mensal de 10% face ao mesmo mês de 2019, anunciou a ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal esta terça-feira.

 

A análise dos primeiros oito meses do ano, mostra que o setor exportou 3,6 mil milhões de euros, registando um aumento de 1,2% face ao mesmo período de 2019 e de 16,8% comparativamente a 2020.

 

"Todavia, a recuperação no setor não é homogénea, existindo atividades e produtos que continuam a sofrer dificuldades de recuperação, evidenciadas pelos desempenhos nas exportações (com implicações para as atividades que estão a montante da sua produção)", sublinha Mário Jorge Machado, presidente da ATP, em comunicado.

 

Em quebra acentuada estão artigos de vestuário como fatos de saia-casaco, vestidos, casacos e outros (-30%), T-shirts e camisolas interiores (-5%), tecidos contendo em peso menos de 50% de fibra sintética descontínua (-40%) e camiseiros e blusas (-40%).

 

O melhor desempenho foi das roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha (+25%), dos artefactos têxteis confecionados, incluindo moldes para vestuário (+125%) e do vestuário para bebé(+29%).

 

Por segmentos, enquanto os têxteis-lar crescem 5,1% face aos primeiros oito meses de 2020 e 23,1% comparativamente a 2019, o vestuário cai ainda 2,7% na comparação com 2019, apesar de já estar acima de 2020 (21,4%).

 

FRANÇA E EUA EM ALTA

 

Por geografias, a França , o segundo mercado dos têxteis lusos, destaca-se na evolução relativamente ao período pré-Covid, com um ganho de 15%, acompanhada de altas na Alemanha (+5,5%), EUA (+26,4%) e Itália (+12%).

 

As exportações para Espanha, principal cliente dos têxteis nacionais, registaram uma quebra de 178 milhões de euros ou 16,4%, o que faz do país vizinho o destino mais afetado, agora com uma quota de 25%.

 

A balança comercial do setor registou um saldo positivo de 1.039 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 141%.

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