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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

“Um enorme sucesso” consubstanciado nos números mas também no ambiente em geral vivido na Alfândega do Porto, “que ficou acima de todas as expectativas”.

É desta forma que o presidente da ATP – Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal, Mário Jorge Machado, resume os dois dias da feira, destacando que “o crescimento em termos de compradores estrangeiros subiu quase 40%”.

 

O facto de ter havido nesta 58º edição mais portugueses mas principalmente mais estrangeiros a circular nos corredores do edifício é identificativo não apenas do sucesso da feira, mas principalmente do crescimento de negócios que fica em perspetiva. Foram “pelo menos 30% acima do MODTISSIMO de setembro de 2020 e o crescimento em termos de compradores estrangeiros subiu quase 40%”, regista o presidente da ATP.

 

No total, foram cerca de quatro mil os compradores profissionais que passaram pela feira, dos quais cerca de 500 estrangeiros. “Isto é o resultado do trabalho em equipa da Selectiva Moda, da AICEP e dos próprios expositores, mas resulta também de uma tendência que se está a notar de muitos compradores preferirem visitar feiras mais pequenas e de maior proximidade, e o MODTISSIMO acabou por ser beneficiado com isso”, constata Manuel Serrão, diretor da feira. E explica: “as feiras em que estivemos já com presenças físicas, como a Première Vision, a Munich Fabric Start ou a Momad, tiveram todas menos de metade dos expositores habituais. Aqui bateu-se o recorde no número de expositores, o que é a reconfirmação da nossa aposta em Portugal como país na vanguarda ao nível da sustentabilidade”.

 

O movimento que se verificou nos corredores da Alfândega vem reforçar a convicção do presidente da ATP de que, no final de 2021, o total de exportações do sector têxtil e do vestuário ultrapassará, em valores absolutos, os atingidos no final de 2019. “Ou seja, no geral – e nem todos os segmentos do sector estão a recuperar à mesma velocidade – os têxteis portugueses já estão a crescer em relação ao seu nível pré-pandémico”.

 

Para Mário Jorge Machado, há várias razões que explicam o sucesso do MODTISSIMO – mas uma delas prevalece sobre todas as outras: “as pessoas estavam ávidas de voltarem às feiras presenciais – porque, apesar de toda a tecnologia digital, um evento que se vê através de um ecrã nunca é a mesma coisa”.

 

Por isso mesmo, o MODTISSIMO58 foi o primeiro em que a organização trabalhou em cima de um problema novo: “o ‘overbooking’, que talvez venha a acontecer novamente no próximo, dado o número de contactos que já foram feitos”, concluiu Mário Jorge Machado.

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