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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Mesmo em tempo de pandemia o cluster do mobiliário e afins revela que 87% das empresas mantiveram a totalidade sos empregos apesar de 43% delas revelarem quedas de faturação entre os 25% e os 50%, nos primeiros cinco meses do ano, face ao período homólogo do ano anterior.

Estes dados foram apurados num inquérito realizado pela APIMA – Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins, que inclui, para além do mobiliário, sectores como a colchoaria, a decoração, a tapeçaria e a iluminação.

 

O inquérito indica ainda, que 10% das empresas afirmarem ter registado uma evolução positiva do volume de negócios, com 27% a assumirem quedas entre os 10% e os 25%.

 

Uma quebra nas encomendas que forçou 63% das empresas do cluster a recorrer ao regime de lay-off simplificado, permitindo a conservação dos postos de trabalho. 87% das empresas assume ter mantido a totalidade dos colaboradores que mantinha antes da pandemia.

 

A queda nas receitas destes sectores levou a um reajustamento e revisão dos planos de crescimento e de modernização, com 63% dos inquiridos a afirmar ter adiado ou cancelado os investimentos previstos, devido à pandemia.

 

Entre as principais preocupações das empresas destes sectores estão o encerramento ou dificuldades financeiras dos clientes (70%), a procura de novas formas de promoção internacional, alternativas às feiras (70%), a proteção e a segurança dos colaboradores (56%), as dificuldades na cadeia logística internacional (37%) e o encerramento ou dificuldades financeiras dos fornecedores (18%).

 

"As empresas deste cluster demonstraram a resiliência que as caracteriza e foram céleres a adaptar-se e a responder aos novos desafios, o que tem permitido amortecer, pelo menos, o impacto da crise. Contudo, sentimos, no seio das empresas, uma grande incerteza em relação ao último quadrimestre do ano, à evolução do consumo neste período, à resposta dos principais mercados e à possibilidade de surgimento de uma segunda vaga… São demasiadas variáveis que influenciam o poder de compra e a confiança dos mercados", explica Joaquim Carneiro, presidente da APIMA.

 

As interrogações relativamente à forma como o mercado se comportará no mês de Setembro são confirmadas pelo planeamento produtivo actual das empresas. 44% afirma ter encomendas para um mês ou menos, com 27% das organizações a registar planeamento para dois meses e 29% para mais de dois meses.

 

Apesar do cenário de incógnita que o cluster enfrenta, as empresas inquiridas pela APIMA demonstram esperança e confiança numa recuperação económica já no ano de 2021. Embora apenas 13% ambicione igualar a facturação pré-pandemia já no segundo semestre de 2020, 30% acredita que conseguirá igualar este número no primeiro semestre de 2021, com outros 30% a objetivar a recuperação para o segundo semestre. 17% acredita que a retoma destes resultados apenas acontecerá em 2022, com 10% a traçar um cenário mais negativo e a projectar para lá deste ano a recuperação do volume de negócios anterior à pandemia da COVID-19.

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