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CABEÇALHO

A diversidade nos ecrãs é um dos principais focos deste evento marcado para 3 a 5 de novembro. Os bilhetes já estão à venda.

Podem não chegar aos cinemas mundiais, mas muitos filmes, curtas e séries que abordam temáticas relevantes e histórias incríveis são verdadeiras obras-primas desconhecidas. Justiça social, inclusão e diversidade são os valores que definem o Regan Film Institute (RFI), que no próximo mês de novembro realiza a primeira Conferência de Indústria de Guionismo Disruptivo.
 

O evento acontece de 3 a 5 de novembro, em Cascais, e espera receber profissionais de todo o mundo que se dediquem a contar histórias de forma alternativa e que “provavelmente não seriam produzidos em Hollywood”. Para o instituto, o objetivo de um guião é contar histórias difíceis que representam o mundo real e quem vive nele, valorizando as pessoas em detrimento do lucro dos conteúdos que são produzidos. Esta conferência é só mais um passo para reforçar a passagem de conhecimento.

“A conferência é destinada a guionistas novos, emergentes e experientes que foram sub-representados e mal representados no ecrã, ou marginalizados na indústria cinematográfica”, afirma o fundador da RFI, Regan Humphrey. “Este encontro foi projetado especificamente para impulsionar a inovação na indústria cinematográfica e celebrar os disruptores do guionismo que desejam envolver-se e aprender uns com os outros, ajudando a preparar o caminho para a mudança”.

 

Entre os oradores encontram-se nomes como Rebecca Murga, uma filha de emigrantes que chegou a fazer parte das Forças Armadas dos Estados Unidos em duas guerras. Esta experiência é muito presente nas histórias que produz — em documentários, curtas e até anúncios televisivos para grandes marcas — como já aconteceu com a adidas. A emigração é também um tema que Murga aborda frequentemente, tendo até juntado estes dois pilares da sua identidade na curta “American Girl”. Na plataforma HBO Max está ainda disponível o trabalho “One Halloween”, que se baseia nas suas experiências pessoais e nas histórias que ouviu no Afeganistão.

 

A guionista anglo-nigeriana Misan Sagay é outra das estrelas do cartaz. A guionista vai partilhar os seus pontos de vista sobre raça, inclusão e discriminação, ou não fossem estes o foco do seu trabalho — que são especialmente visíveis em filmes como “Belle” ou “Their Eyes Were Watching God”, que chegou à televisão norte-americana em 2005, com Halle Berry como protagonista. Aliás, convém sublinhar que Berry é a única mulher negra a ter sido galardoada com um Óscar para melhor atriz. Ela recebeu o prémio em 2002, graças ao filme “Monster’s Ball”.

 

Direitos das mulheres, questões de género e identidade — mas, acima de tudo, perspetivas diversas — são os temas que o público pode esperar das palestras dedicadas ao guionismo. O resto do cartaz é composto por nomes como a jornalista portuguesa premiada Sofia Perpétua, Alankrita Shrivastava, Anneta Laufer, Sue Hamilton e muitos outros.

O acesso ao evento, a decorrer no Pestana Cidadela de Cascais, custa 295€ por pessoa, mas é gratuito para os estudantes da área com identificação de estudante válida. No entanto, os lugares para estes são limitados, sendo necessária inscrição prévia.

 

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