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Não há nacionalização que, segundo o ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, “felizmente não chegou a ser necessária” mas, por via do acordo alcançado, o Estado reforça a sua posição na TAP passando a deter 72,5% do capital da TAP SGPS, quando até agora detinha 50%. Neeleman sai e, como previsto, o CEO Antonoaldo Neves também, mas Humberto Pedrosa, accionista da Atlantic Gateway, fica.

O ministro das Finanças, João Leão, anunciou quinta-feira à noite em conferência de imprensa, a aquisição, por parte do Estado, da posição de accionistas privados na TAP, por um valor de 55 milhões de euros. O Estado reforça assim a sua posição para 72,5% e os privados com 27,5%, pertencendo 22,5% a Humberto Pedrosa e 5% aos trabalhadores. Nos termos do acordo a Atlantic Gateway renuncia às opções de saída e a Azul abdica da conversão das obrigações em capital, prevista para o ano de 2026.

 

“Desta forma consegue-se desbloquear o empréstimo à TAP e evitar a falência de uma empresa essencial para o país. O Estado passa a ter um papel determinante na TAP, assegurando também assim uma gestão adequada do montante elevado do empréstimo”, salientou o ministro das Finanças.

 

Com a saída de David Neeleman quem também deixa a TAP é o CEO, Antonoaldo Neves. “Não fazia sentido ser de outra maneira” afirmou Pedro Nuno Santos, explicando que com “a saída de um dos principais accionistas da TAP” que era responsável pela escolha da comissão executiva “era difícil de explicar que o actual CEO da TAP se manteria”.

 

O ministro das Infra-estruturas deixou no entanto claro que “o Estado não vai gerir a TAP”. Para isso “vai ser contratada uma equipa”, que será seleccionada tal como acontece quando os accionistas são privados. “O que o Estado tem que fazer na TAP é adoptar procedimentos profissionais e rigorosos de escolha das equipas de gestão. O que faremos é a contratação de uma empresa especializada em procurar, neste caso no mercado internacional, gestores qualificados, experientes e com competências na área da aviação”, explicou Pedro Nuno Santos.

 

O governante explicou ainda que a nacionalização “nunca foi opção inicial do Governo” mas esteve sempre em cima da mesa e “felizmente não chegou a ser necessária”. Sobre o acordo concretizado afirmou ser “uma boa solução para a TAP”.

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