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“Devemos estar a produzir um milhão de equipamentos de proteção individual por semana na próxima quinzena”, disse Mário Jorge Machado, presidente da Associação e Vestuário de Portugal.

A indústria têxtil portuguesa voltou a estar em destaque na imprensa internacional, mais especificamente na ‘Reuters’, por ter começado a produzir máscaras de tecido reutilizável depois das notícias que davam conta do alívio das medidas de confinamento.

 

Em destaque, esteve a empresa Petratex, em Paços de Ferreira, que começou a produção de máscaras reutilizáveis para se manter em atividade durante o período de quarentena. O primeiro-ministro António Costa visitou ontem a empresa “muito conhecida por desenvolver e produzir o fato de natação que Michael Phelps vestiu em diversas provas olímpicas” e destacou o “bom exemplo” de adaptação, produzindo 100 mil por semana.

 

Com grande parte do setor têxtil parado devido à falta de materiais e de encomendas, muitas das empresas deste setor decidiram adaptar-se e estão a produzir perto de um milhão de máscaras por semana, de forma a conseguirem corresponder ao aumento da procura de um objeto que se multiplicou e se tornou parte do vestuário obrigatório nas saídas à rua.

 

De acordo com a Reuters, a empresa Calvelex, em Lustosa, está a vender 90% das 200 mil máscaras que tem produzido semanalmente, com grande destaque para a Grã-Bretanha, França, Espanha, Irlanda, Alemanha e Holanda.

 

“Devemos estar a produzir um milhão de equipamentos de proteção individual por semana na próxima quinzena”, disse Mário Jorge Machado, presidente da Associação e Vestuário de Portugal (ATP) à ‘Reuters’, assumindo a produção de vários tipos de equipamentos de proteção.

 

Ainda assim, Mário Jorge Machado sublinhou que “a indústria não consegue sobreviver de máscaras” e que será “o recomeço da economia da Europa que nos vai [têxteis] salvar”. Ainda assim, o presidente da ATP esclarece que ao fornecer os equipamentos protetivos individuais ajuda a reiniciar o trabalho e a economia.

 

Com as autoridades de saúde a recomendar a utilização de máscaras em locais públicos, e algumas autarquias a distribui-las de forma gratuita aos habitantes, o Governo vai tornar a utilização deste objetivo obrigatório em alguns locais, como escolas e transportes públicos, ou seja, onde existe um grande aglomerado de pessoas e existe grande risco de contágio.

 

Até à data, perto de 30 empresas receberam a credencial oficial de certificação de produtos para produzirem máscaras que sejam fiéis aos requisitos de saúde e segurança da União Europeia, sendo que ainda existe perto de uma centena de empresas à espera do aval para começar a produzir.

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