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CABEÇALHO

Secretário de Estado para a Transição Digital garante que as novidades sobre uma app que monitorize a Covid-19 no país, seguindo as regras europeias, estão para breve. Será sempre voluntária.

O Governo tem estado a trabalhar com as comunidades científica e tecnológica portuguesas para avaliar as várias aplicações de rastreio de contactos que visam evitar a propagação da Covid-19 e que podem ser úteis numa fase de retoma da vida económica e social, afirmou o secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, em entrevista ao Observador. Segundo o governante, os trabalhos estão “muito adiantados” e haverá novidades sobre este assunto “muito em breve”. Duas coisas estão já garantidas: seja qual for o sistema de monitorização encontrado, a sua utilização será sempre voluntária e “nunca será imposta” pelo Estado; e seguirá todas as recomendações europeias em matéria de proteção de dados e dos direitos individuais.

 

“Vamos ter novidades muito em breve, com a certeza de que serão muito relevantes nesta fase em que vamos entrar, de abertura da nossa economia outra vez à sua fase de normalidade e para a qual é essencial, mesmo do ponto de vista de confiança — quer dos cidadãos quer dos outros países, quando se começar a pensar em abrir fronteiras —, que haja de facto alguma capacidade de monitorização da doença ao nível nacional”, afirmou o secretário de Estado que, antes de ingressar o Governo liderado por António Costa, foi diretor executivo de Tecnologia na Microsoft Portugal.

 

Numa entrevista em videochamada, no rescaldo da apresentação do pacote de medidas de apoio às startups, André de Aragão Azevedo garante que só vai poder recorrer ao pacote de 25,3 milhões de euros as empresas que não tiverem despedido colaboradores em 2020: “O critério para apoiarmos [as startups] é exatamente não ter acontecido uma redução nos recursos humanos”. Apesar de ainda não haver dados sobre como a pandemia de Covid-19 impactou estes negócios, que são, por natureza, “mais frágeis”, o Governo quer garantir que as empresas têm mecanismos para responder à pressão dos custos, evitando que despeçam colaboradores. Além disso, lançou dois novos instrumentos de investimento no valor de 13 milhões de euros: três milhões estão alocados a uma call da Portugal Ventures e outros 10 milhões ao “Mezzanine funding for Startups”, empréstimos convertíveis em capital social após 12 meses.

 

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