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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Nos primeiros nove meses deste ano, as exportações de vinhos nacionais cresceram 11,7% em valor, para cerca de 700 milhões de euros.

Se no panorama interno, o sector nacional do vinho já viveu melhores momentos, com a subida de vendas na grande distribuição a não compensar as perdas registadas no segmento da restauração, na componente de exportação a realidade é bem mais positiva.

 

De acordo com os dados divulgados por Maria João Real Dias, do IVV – Instituto da Vinha e do Vinho, no recente Fórum Anual de Vinhos 2021, no período de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o período homólogo do ano passado, as exportações de vinho português subiram de 228 milhões de litros para 244 milhões de litros, em volume, e de 599 milhões de euros para 699 milhões de euros em valor. O preço médio no mesmo período subiu de 2,62 euros para 2,75 euros. Em resumo, no período em análise, as exportações nacionais de vinho cresceram 6,7% em volume e 11,7% em valor, enquanto o preço médio aumentou 4,7%.

 

Os cinco maiores mercados de exportação dos vinhos nacionais, em volume e em valor, são França (84 milhões de euros), Estados Unidos (83 milhões de euros), Reino Unido (60 milhões de euros), Brasil (55 milhões de euros) e Alemanha (40 milhões de euros). Nos primeiros nove meses do presente ano, estes cinco maiores mercados de destino dos vinhos portugueses representaram 44,9% do volume e 48,1% do valor total exportado por este sector.

 

Além destes, há um outro mercado que tem ganho relevância nas exportações de vinho português: a China. Nos últimos anos, este destino tem estado em contraciclo, com a evolução das exportações deste sector, tendo Portugal caído de 8º para 10º maior exportador. Em 2017, foi atingido um máximo de exportações em valor para a China, de 2.474 milhões de euros. Desde aí, as exportações nacionais de vinho para a China entraram numa rota consistentemente descendente, tendo regredido para apenas 1.601 milhões de euros em 2020. No entanto, também neste mercado há boas notícias, porque no período de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o período homólogo do ano passado, o volume de vendas cresceu 20,3%, o valor subiu 22,9% e o preço médio aumentou 2,2%.

 

Mas nem só destes mercados vivem as exportações portuguesas de vinho. A ViniPortugal, presidida por Frederico Falcão, tem delineado um plano estratégico da marca, cujo objetivo é atingir os mil milhões de euros até 2023, isto apesar dos percalços provocados pela Covid-19. Para atingir essa meta, a estratégia da ViniPortugal para promoção dos vinhos nacionais passa por um reforço do investimento, para um montante de 8,3 milhões de euros.

 

Estão previstas ações promocionais em 21 mercados de destino, um terço no mercado nacional e os restantes dois terços nos mercados exteriores. O maior investimento está previsto para o mercado norte-americano (1,3 milhões de euros), seguido pelo seu vizinho a norte, o Canadá (881 mil euros). Valor similar está previsto para o Brasil (856 mil euros). E a seguir, a incontornável China (631 mil euros). Estes quatro mercados de destino irão concentrar 51% do investimento total previsto pela ViniPortugal para o próximo ano.

 

Pretende-se também manter a abordagem a novos mercados, como a Bélgica, a Ucrânia e o México, cujo potencial se que explorar mais a fundo. Mas, o radar da ViniPortugal também irá estar focado noutros mercados, como Angola, Japão, Coreia do Sul, Suíça, Rússia, Alemanha, Polónia, Noruega, Suécia e Dinamarca.

 

As 114 ações de promoção programadas pela ViniPortugal para 2022 passam pela participação em 47 eventos, 58 ações de educação, sete feiras e oito ações de promoção.

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