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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Esta quinta-feira é o Dia Internacional do Vinho do Porto. Até novembro as vendas de Porto nos mercados externos cresceram 15%. Reino Unido e EUA foram os principais motores.

Na longa história da mais antiga Região Demarcada do Mundo, o Dia Internacional do Vinho do Porto impôs-se sem aviso prévio, a partir de uma iniciativa de marketing pensada para um único ano. Tudo começou há uma década, com uma campanha de promoção transfronteiriça desenhada para os EUA que juntou o Porto, o Xerez e o Champanhe à volta do tema Wine Origins (as origens do vinho). 

 

“Cada vinho teve o seu dia e a ideia era simplesmente celebrar o Dia Internacional do Vinho do Porto a 27 de janeiro desse ano, enquadrado numa ação de promoção sobre as suas origens, no Douro, em Portugal”, explica Isabel Marrana, diretora-executiva da AEVP – Associação das Empresas de Vinho do Porto, reconhecendo que a iniciativa ditada pelo marketing acabaria por “pegar de forma quase inesperada e ficar em agenda, ano após ano”.

 

Para o sector, o Porto Wine Day ou o Dia do Vinho do Porto continua a ser celebrado oficialmente a 10 de setembro, a assinalar a criação da mais antiga Região Demarcada do Mundo, em 1756, pela mão do Marquês de Pombal. Mas, 27 de janeiro veio duplicar a festa e  “provar que todos os dias são bons para beber e celebrar o vinho do Porto”, refere.

 

Este ano, há razões especiais para celebrar: os números das vendas ao exterior revelam um salto de 14,5% nas exportações de Porto até novembro, para os 308,2 milhões de euros, o que permite à AEVP antecipar vendas na ordem dos 390 milhões no final de 2021 (+3% na comparação com 2019), considerando também o mercado nacional.

 

A confirmar-se esta previsão, será o terceiro ano consecutivo de crescimento nas vendas de Porto, depois de desacelerar de forma quase contínua entre 2001 (400 milhões de euros) e 2018 (366 milhões), numa tendência comum a outros licorosos do mundo.

 

Reino Unido cresce alheio ao Brexit

 

“Aliás, este ano, há mais boas notícias para celebrar”, sublinha a diretora-geral da AEVP, atenta às estatísticas que mostram o preço médio por litro na exportação a atingir os 5,18% (+5,8%). 

 

Quanto a mercados e à previsão de vendas de 390 milhões em 2021, nada de novo a assinalar entre os principais destinos, apesar de haver tendências contraditórias. França, desde há muitos anos o principal cliente do sector, continua na liderança, com compras de 70 milhões de euros, a cair ligeiramente face a 2019 (0,72%). 

 

Portugal, que com o impulso do turismo chegou a liderar as vendas de vinho do Porto em 2018, interrompendo o longo ciclo de hegemonia da França, ressente-se do efeito da pandemia na quebra do turismo e, apesar se aguentar no segundo lugar, com 61 milhões de euros, tem uma queda acentuada, de 17% face aos níveis pré-pandemia. Já o Reino Unido, no terceiro lugar do ranking, cresce 13%, alheio aos efeitos do Brexit, para os 52 milhões de euros, enquanto os EUA, que têm vindo a ganhar peso de forma consistente e ocupam a quarta posição, dão um salto de 14%, para os 41 milhões de euros.

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