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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Entrevista a Chris Sainty, Embaixador britânico em Portugal. À margem da Web Summit, Chris Sainty falou no interesse britânico nas áreas de telecomunicações, serviços digitais e energias renováveis.

Ainda acredita num acordo até ao final do ano?


Os dois lados estão a trabalhar intensivamente. O problema é um pequeno número de áreas em que permanecem diferenças substanciais entre um país que deseja afirmar a sua independência da União Europeia (UE), e a UE que pretende continuar a exercer um certo controlo sobre a regulamentação britânica, as normas e até as águas de pesca. Para resolver essas questões é preciso vontade política de ambos os lados.

Para as exportadoras e investidores portugueses, haver ou não um acordo é relevante para a sua atividade já a partir de janeiro.


Sim. Mas diria que, quer cheguemos ou não a acordo, o Reino Unido estará fora do mercado único no fim deste ano e haverá, portanto, regras diferentes para a importação e a exportação de bens e serviços. E todas as empresas precisam de se preparar para essas mudanças. A nossa mensagem é que é necessário prepararem-se, qualquer que seja o resultado das negociações. Estou confiante de que a maioria das empresas se adaptará bem e rapidamente à nova realidade.

Espera que o comércio e investimento bilaterais em 2021 sejam diferentes do que foram nos últimos anos?


Nos últimos anos temos visto um aumento do investimento britânico em Portugal e acho que há condições para continuar nesse nível. O setor tecnológico, por exemplo, está mais desenvolvido no Reino Unido, que tem um ecossistema mais estabelecido para apoiar o investimento em tecnologia. Mas, ao mesmo tempo, Portugal está a caminhar no mesmo sentido e vemos cada vez mais empresas britânicas interessadas em desenvolver as suas atividades em Portugal, em áreas como as telecomunicações, os serviços digitais ou as energias renováveis.

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