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O novo centro, que vai ser inaugurado esta terça-feira, vem "robustecer" a capacidade nacional ao nível da vigilância e monitorização da navegação e da prevenção da poluição no mar e do apoio à frota de bandeira portuguesa e à monitorização e controlo das áreas marinhas protegidas.

O Governo inaugura, esta terça-feira, o Centro de Controlo do Mar (CMAR), fruto de um investimento na ordem de 2,5 milhões de euros, dos quais 1,9 milhões financiados pelo programa MAR 2020, que ficará totalmente operacional ainda este mês, adiantou o secretário de Estado com a tutela, José Maria Costa, ao Negócios.

A nova infraestrutura, localizada no "campus" da Escola Superior Infante D. Henrique, em Paço de Arcos, Oeiras, vem "robustecer a capacidade nacional ao nível da vigilância e monitorização da navegação e da prevenção da poluição no mar, bem como do apoio à frota de bandeira portuguesa e à monitorização e controlo das áreas marinhas protegidas".
 
Este "grande centro de controlo" configura um "investimento importante" desde logo porque "vem melhorar a capacidade de resposta nacional ao nível da vigilância e monitorização", frisou o secretário de Estado do Mar, sublinhando que são monitorizados anualmente "mais de 80 mil navios de grande porte na costa portuguesa, muitos deles transportando mercadorias perigosas", com "mais de 15 mil" deste tipo de embarcações "a realizarem escalas em portos nacionais". 
 
O CMAR - que integra os serviços do Centro de Controlo do Tráfego Marítimo e do Centro de Monitorização das Pescas, "otimizando custos de funcionamento através da partilha das infraestruturas físicas e tecnológicas e a criação de sinergias entre as equipas de operação" - é inaugurado esta terça-feira, numa cerimónia que contará com o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva.

E, segundo José Maria Costa, que também estará presente, deverá ficar 100% operacional ainda este mês, após "testes" e eventuais "ajustes" aos equipamentos.

E, no futuro, pode vir a ter novas valências, com o secretário de Estado do Mar a admitir que a monitorização por parte deste centro pode vir a estender-se aos parques eólicos flutuantes que, na prática, são considerados como "embarcações".
 

Segundo o Governo, a nova infraestrutura confirma "a prioridade estratégica que dá ao domínio da segurança marítima, nas suas diversas dimensões, e materializa os trabalhos em curso da comissão estabelecida para elaborar uma proposta de linhas estratégicas para a segurança marítima nacional até 2030".

E enquadra-se não só no âmbito das "responsabilidades nacionais", mas também "internacionais" que Portugal tem em termos de reporte, designadamente a instituições como a Organização Marítima Internacional, sinaliza o mesmo responsável.

 

Em Jornal de Negócios

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