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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Das 467.243 sociedades não financeiras existentes em Portugal no ano passado, 28.119 tinham perfil exportador, um aumento de 6,3% face a 2020 e de 4,2% face a 2019.

O número de empresas com perfil exportador cresceu 6,3% em Portugal em 2021 face ao ano anterior e 4,7% face a 2019, para 28.119, o que representa cerca de 6% das 467.243 sociedades existentes no ano passado. Estes números excluem as empresas individuais.

 

A informação faz parte das Estatísticas das Empresas em Portugal para 2021, obtidas a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE) e divulgadas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As sociedades com perfil exportador são aquelas em que pelo menos 50% do volume de negócios é proveniente das exportações de bens e serviços, ou em que pelo menos 10% do volume de negócios provém das exportações de bens e serviços com valor superior a 150.000 euros.

 

Quanto ao retrato destas sociedades no ano de 2021, é também de destacar o crescimento de 4,6% do pessoal ao serviço e de 11,5% dos gastos com pessoal, assim como o aumento de 24,4% do volume de negócios. O Valor Acrescentado Bruto (VAB) somou mais 22,6% e o Excedente Bruto de Exploração (EBE, que exclui as remunerações de trabalho) avançou 44%. Todas estas variáveis registaram níveis superiores ao período pré-pandemia.

 

O instituto nota ainda que, no ano passado, o crescimento do VAB das sociedades com perfil exportador (22,6%) foi superior ao das sociedades sem esse perfil (12,7%), detalhando que “as sociedades de grande dimensão com perfil exportador registaram um aumento de 30% neste indicador, e as sem perfil exportador cresceram 8,8%”.

 

Mas as sociedades com perfil exportador também superaram os indicadores económicos do total de sociedades não financeiras no período em análise, tendo registado crescimentos de 2,5% no pessoal ao serviço, 15,9% no volume de negócios, 15,8% no VAB e 29,7% no EBE. Estes números, ainda assim, superam os de 2019.

 

Houve ainda 42,5% das sociedades não financeiras a registarem resultados líquidos negativos no ano passado (vulgo, prejuízos), representando uma diminuição de 5,9 pontos percentuais (p.p.) face a 2020, mas ainda acima em 2,7 p.p. em relação a 2019. Nas sociedades de maior dimensão, 19,5% apresentaram resultados negativos (-9,5 p.p. que no ano anterior), enquanto nas PME essa percentagem ascendeu a 42,6% (-5,9 p.p. que em 2020).

 

Volume de negócios e gastos com pessoal das empresas superaram pré-pandemia

 

À semelhança das sociedades, também os principais indicadores económicos das empresas não financeiras no ano passado mostram números melhores do que em 2019: o volume de negócios cresceu 4,2%, os gastos com pessoal aumentaram 7,2%, o VAB aumentou 3,9% e o EBE subiu 5,4%, segundo o INE.

 

O crescimento das variáveis foi ainda mais expressivo face ao primeiro ano de pandemia: 15,7% no volume de negócios, 9,1% nos gastos com pessoal, 15,2% no VAB e 27,3% no EBE, após as reduções de 10%, 9,8% e 17,2% em 2020, respetivamente.

 

Ao todo, existiam 1.340.614 empresas não financeiras em Portugal em 2021, das quais 65,1% eram empresas individuais e 34,9% sociedades, um aumento de 2,7% e 3,7%, respetivamente, face ao ano anterior. Na comparação com 2019, há um decréscimo de 0,7% do número de empresas individuais, apesar de existirem mais 1,7% de empresas não financeiras.

 

O volume de negócios totalizou 429,8 mil milhões de euros (para o qual o setor da Indústria e energia deu o maior contributo), enquanto o número de pessoas ao serviço atingiu os 4,2 milhões, representando crescimentos de 15,7% e 2% em relação a 2020, na mesma ordem. O pessoal ao serviço manteve-se ao mesmo nível e o volume de negócios cresceu 4,2% face ao pré-pandemia.

 

Contrariamente às sociedades não financeiras, as empresas individuais não superaram os valores de 2019 nas principais variáveis económicas, assinala o instituto estatístico, ressalvando que, quanto à dimensão, “tanto as PME como as empresas de grande dimensão registaram já valores superiores em 2021 comparativamente a 2019, com exceção do pessoal ao serviço, em que as grandes empresas ainda se encontram abaixo do valor pré-pandemia (-1,3%)”.

 

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