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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

No ano passado, mais de 9% dos portugueses empregados trabalharam 49 horas ou mais por semana, acima da média da União Europeia, de 7,3%.

A percentagem de trabalhadores portugueses com horários de trabalho longos – de 49 horas semanais ou mais – era das mais elevadas da União Europeia, indicam os dados revelados esta segunda-feira pelo Eurostat no âmbito do Dia do Trabalhador. Portugal surge na quinta posição entre os 27 Estados-membros.

A informação recolhida com base nos inquéritos ao emprego, indicam que, no ano passado, 9,4% dos portugueses empregados entre os 15 e os 64 anos trabalhavam pelo menos 49 horas semanais, ou seja, mais nove horas que o estabelecido por lei. Em termos absolutos, serão 442 mil pessoas.


Mas a taxa é ainda mais elevada entre os trabalhadores por conta própria, com e sem empregados. No primeiro caso, mais de 33% dos trabalhadores tinham horários longos. No segundo, a percentagem desce para um quinto.

Por categoria profissional, os gestores foram os que tiveram horários mais longos, com 28% a trabalharem pelo menos 49 anos por semana, seguindo-se os trabalhadores qualificados agrícolas (24,2% dos trabalhadores).

Comparando com os anos anteriores, a taxa de trabalhadores com horários longos encontra-se abaixo dos valores do pré-pandemia, quando ultrapassava os 10%.

Na União Europeia, a média situa-se nos 7,3%. A Grécia foi o país com a taxa de pessoas empregadas com horários mais longos (13%), seguindo-se França e Chipre (com 10% da população empregada). Já com as taxas mais baixas, surgem a Bulgária, a Lituânia e a Letónia (1%).

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