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Professora de Harvard, apenas a terceira mulher a ganhar o Nobel da Economia, distinguida por ter "avançado a nossa compreensão sobre os resultados das mulheres no mercado de trabalho".

O Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, mais conhecido como o Nobel da Economia, foi atribuído a Claudia Goldin, professora da Universidade de Harvard, por ter “avançado a nossa compreensão sobre os resultados das mulheres no mercado de trabalho”.

 

A laureada deste ano desenvolveu investigação sobre os salários e oportunidades das mulheres no mercado laboral, que permitiu conhecer mais sobre o gender gap, ou seja, a diferença entre os rendimentos das mulheres e dos homens, e “que barreiras têm de ser atacadas no futuro”, explica a equipa que atribuiu o prémio.

 

Claudia Goldin é apenas a terceira mulher a ganhar o Nobel da Economia, depois de Elinor Ostrom em 2009, em conjunto com Oliver E. Williamson, pela “análise da governação económica, especialmente dos bens comuns”; e Esther Duflo, laureada em 2019, com dois colegas, por trabalhos relacionados com a “abordagem experimental para aliviar a pobreza global”. Desta forma, Goldin é mesmo a primeira mulher a receber o prémio sem o compartilhar com colegas.

 

A norte-americana é professora de Economia em Harvard e também codiretora do Grupo de Estudos de Género na Economia do National Bureau of Economic Research.

 

A pesquisa de Claudia Goldin mostrou que “a participação feminina no mercado de trabalho não teve uma tendência ascendente ao longo de um período de 200 anos, mas sim uma curva em forma de U”, como explica a organização.

 

“A participação das mulheres casadas diminuiu com a transição de uma sociedade agrária para uma sociedade industrial no início do século XIX, mas depois começou a aumentar com o crescimento do setor dos serviços no início do século XX”, padrão que pode ser explicado como “resultado de mudanças estruturais e da evolução das normas sociais relativas às responsabilidades das mulheres em relação ao lar e à família”.

 

Quanto ao gender gap, Claudia Goldin demonstrou que “a maior parte desta diferença de rendimentos ocorre agora entre homens e mulheres na mesma profissão e que surge em grande parte com o nascimento do primeiro filho”.

 

Em Eco Online

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