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CABEÇALHO

Até 31 de julho, as receitas totais das marinas e portos de recreio em Portugal cresceram acima dos 10% e, com esta tendência, pode ultrapassar os 70 milhões de euros no final de 2023, com taxas de ocupação dessas infraestruturas a rondam os 90%r cento, tanto no Algarve como na região de Lisboa, revela um estudo da APPR, que realça que, face ao claro sinal de crescimento do setor, “é essencial” aumentar o número de lugares de amarração e de parqueamento em seco, bem como “simplificar a burocracia”.

A presidente da Associação Portuguesa de Portos de Recreio, Isolete Correia, deu a conhecer, esta segunda-feira, no Congresso Mundial de Marinas do ICOMIA, a decorrer em Vilamoura até quarta-feira, um estudo levado a cabo pela APPR, nos meses de agosto e setembro deste ano, para quantificar a evolução do sector náutico em termos de receitas, bem como os seus pontos fortes e quais os desafios que tem pela frente para a sua melhoria.

 

As conclusões do estudo revelam que, em Portugal, existem cerca de 12.800 postos de amarração – cerca de um terço dos quais no Algarve, seguido de Lisboa e do Centro do país, e os restantes no Norte, Açores e Madeira. Assim, 33% estão localizados no Algarve, 26% na região de Lisboa e Centro de Portugal, 23% no Norte, 10% nos Açores e 8% na Madeira, com taxas de ocupação nessas infraestruturas a rondarem os 90%, tanto no Algarve como na região de Lisboa.

 

O valor das receitas das marinas e portos de recreio foi estimado em 60 milhões de euros no ano de 2022, um crescimento de 19% face a 2021, e o documento revela ainda que, desde o início deste ano até 31 de julho, a receita total continuou a crescer acima dos 10% e, com esta tendência, pode ultrapassar os 70 milhões de euros no final de 2023.

 

Os visitantes são maioritariamente de Portugal, França, Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Suécia e Espanha.

Também, os dados dão conta que registo de fortes sinais de crescimento na náutica de recreio – entre 2019 e 2022, foram emitidas cerca de 6.500 novas licenças de marinheiro, o que representa um aumento médio de 44% em relação a 2018.

 

Por outro lado, o volume de negócios das empresas de construção de embarcações de recreio e desporto, por ano, em média, entre 2019 e 2022, foi de cerca de 137 milhões de euros contra 93 milhões de euros em 2018, o que indica um aumento de 47%.

 

Perante estes dados, a APPR realça um claro sinal de crescimento do setor, mas sublinha que, para maximizar todas as oportunidades para o país resultantes desta evolução, “é essencial aumentar o número de lugares de amarração e de parqueamento em seco, bem como simplificar a burocracia”.

 

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