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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Douro é a região portuguesa com mais quintas no ranking. A Associação Portuguesa de Enoturismo está a tentar junto do Instituto Nacional de Estatística que o sector obtenha uma sub-CAE (Classificação de Atividade Económica). Receitas do enoturismo a nível mundia deverão disparar mais de 240% nos próximos dez anos.

Portugal conta com nove quintas de enoturismo entre as 100 indispensáveis a visitar a nível mundial. “As melhores vinhas mundiais” é um ranking anual elaborado pela britânica William Reed Media.

 

O Douro domina a lista da quinta edição do prémio, com seis presenças, seguida da região do Vinho Verde (duas) e o Alentejo (uma): Quinta do Crasto, Douro, (15ª posição); Quinta do Noval, Douro (16ª); Graham’s Port Lodge, Douro (40ª); Quinta do Seixo, Sandeman, Douro (42ª); Quinta da Pacheca, Douro (55ª); Soalheiro, Vinho Verde (64ª); Quinta do Infantado, Douro (66ª); Quinta da Aveleda, Vinho Verde (78ª); Herdade do Esporão, Alentejo (85ª).

 

A lista é liderada pela vinha de Catena Zapata, Argentina, seguida de Bodegas de los Herederos del Marqués de Riscal (que conta com um hotel desenhado por Frank Gehry), na Rioja em Espanha, e da de Vik, no Chile, com o top 50 a ser liderado por vinhas em França e na América do Sul.

 

A vinha do Vale de Uco em Mendonza, Argentina, foi a que venceu mais vezes o prémio: três em 2019, 2020 e 2021. A lista contém vinhas em países menos prováveis como o Japão, Geórgia ou China.

 

Mais de 500 jurados, entre peritos em viagens e vinhos, escolhem anualmente até sete vinhas que tenham visitado nos últimos dois anos. A escolha depois é feita com base no maior número de votos.

 

O mercado de turismo de vinho deverá atingir os 85,1 mil milhões de dólares este ano (76 mil milhões de euros). Até 2033, deverá atingir receitas de 292,5 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros), segundo uma estimativa da consultora Future Market Insights Global and Consulting, segundo a “Bloomberg”.

 

Em 2022, o vencedor foi a vinha de Antinori nel Chianti Classico (Marchesi Antinori), na Toscânia, Itália, seguida da Bodegas de los Herederos del Marqués de Riscal, na Rioja, Espanha, e Montes, no vale de Colchagua, Chile.

 

A “geração moderna está a regressar a um tempo antigo em que as pessoas viajavam para explorar e compreender. O vinho tornou-se numa forma de descobrir uma região e a sua cultura”, disse anteriormente Adrian Bridge, CEO da portuguesa Flagship Partnership, sobre o enoturismo, citado pela “Bloomberg”.

 

Esta semana, a APENO – Associação Portuguesa de Enoturismo anunciou que o Instituto Nacional de Estatística (INE) rejeitou o seu pedido para o sector obter uma sub-CAE (Classificação de Atividade Económica). “Apesar de ser muito divulgado é um sector não organizado (não tem sub-CAE, Código IRS ou legislação orientadora da actividade)”, disse o vice-presidente da APENO, Luís Sá Souto, ao JE.

 

“Com a revisão de CAEs a acontecer, e após ser consultada pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, a APENO pediu obviamente, uma vez mais, a criação de uma sub-CAE. No entanto, passado um tempo, ao recebermos um parecer do INE a desconsiderar o nosso pedido de sub-CAE, pedimos a um dos mais reconhecidos escritórios de advogados do país – a ABREU Advogados – um parecer jurídico que revela o contrário”, afirmou.

 

“Esta nota jurídica foi enviada para o INE, com um pedido de reapreciação do parecer sobre a criação da sub cae e à data ainda não obtivemos resposta”, acrescentou o responsável.

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