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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com capital do grupo francês Atrya e da portuguesa Caixiave, uma nova fábrica vai nascer em Famalicão, prevendo-se o início da laboração no próximo ano.

O objetivo é a produção de janelas em alumínio e em PVC, mas também vidros duplos.

 

Este investimento, na ordem dos 50 milhões de euros, com 9,57 do Portugal 2020, vai permitir a criação de 222 postos de trabalho, 21 dos quais altamente qualificados. Uma contratação que deverá acontecer até 2025. A previsão é a Tryba atingir um volume de negócios de 50 milhões de euros, em 2025, quando já estiver em velocidade cruzeiro.

 

O projeto consiste numa unidade de produção de janelas de alumínio, orientada para o mercado em geral e para o mercado ibérico, e uma segunda unidade para janelas standardizadas de PVC para as grandes superfícies como o Leroy Merlin. O objetivo é satisfazer mercados como França, Itália ou Grécia, onde o grupo Atrya — que detém 49% do capital da Caixiave — já está presente. Além disso, numa terceira nave fabril serão produzidos vidros duplos para alimentar estas janelas e encurtar o tempo de resposta aos clientes, explica Carlos Sá.

 

Do total investido, 1,31 milhões de euros correspondem à aquisição dos terrenos para a instalação da fábrica.

Este foi um projeto que beneficiou de apoios da Câmara de Famalicão, já que foi classificado “projeto empresarial de interesse municipal ao abrigo do regulamento Made 2IN”. Isto significa que obteve uma redução de 91% de taxas municipais de licenciamento das operações urbanísticas, correspondendo ao montante estimado de 210,41 mil euros, tendo o contrato sido assinado a 10 de dezembro de 2020.


Por outro lado, através da Aicep, a Tryba beneficiará ainda de uma redução de 91% do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para um período de cinco anos, cuja estimativa calculada é de 20,94 mil euros e uma redução de 91% do Imposto Municipal sobre Transações (IMT) cuja estimativa da respetiva despesa fiscal é de 77,78 mil euros, de acordo com os dados que a Câmara avançou ao ECO. No total, a empresa vai beneficiar de um conjunto de benefícios de natureza fiscal no valor de 309 mil euros.

 

Caixiave também tem planos de crescimento

Para as soluções costumizadas de janelas em PVP a resposta vai continuar a ser dada pela Caixiave, que tem em marcha um investimento para aumentar a produção. A empresa comprou o terreno adjacente para se poder expandir e o presidente da empresa está a fazer contas aos equipamentos que terá de adquirir, admitindo uma nova candidatura ao Portugal 2020 para apoiar mais este investimento.

 

Os apoios que existem para a substituição de janelas mais eficientes do ponto de vista energético têm gerado um “acréscimo de procura significativo”, reconhece Carlos Sá, em declarações ao ECO. A empresa terminou o ano passado com um volume de negócios de 29,26 milhões de euros, dos quais 34% resultaram da exportação dos seus produtos (9,95 milhões de euros).

«As pessoas têm uma ideia dos apoios, mas há sempre falta de elementos para a candidatura. Temos duas pessoas dedicadas a isso e por vezes até ajudamos a preencher a candidatura», acrescenta.

 

O potencial de negócio é grande já que 29% dos edifícios em Portugal precisam de obras de reabilitação, 70% dos edifícios foram construídos sem requisitos de eficiência energética e apenas 6% dos fogos têm soluções de construção com requisitos de qualidade térmica e eficiência energética. O universo em causa são 3,5 milhões de edifícios e 5,9 milhões de fogos em Portugal, de acordo com os dados fornecidos pela Caixiave.

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