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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

INE refere que, em 2021, Portugal se destacou "positivamente" por ter a segunda menor proporção de empresas a reportarem incidentes de segurança, onde estão incluídos, mas não só, os ciberataques.

Só na Bulgária é que houve menos empresas a sofrerem incidentes de segurança do que em Portugal. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) e os dados referem-se a 2021, ano em que 11,5% das empresas portuguesas sofreram incidentes desse tipo ao nível das tecnologias da informação e comunicação (TIC), contra os 11% da Bulgária e muito abaixo da média de 22,2% da União Europeia (UE).

 

“Portugal destacou-se positivamente, tendo sido o segundo país da UE a registar a menor proporção de empresas com incidentes de segurança”, nota o instituto, num destaque publicado por ocasião dos 88 anos do INE e elaborado a partir de dados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas.

 

Estes incidentes podem dizer respeito a “causas não maliciosas, quer por ataques maliciosos do exterior ou do interior da empresa” e resultaram “em diferentes tipos de consequências, como a indisponibilidade de serviços de TIC, a destruição ou corrupção de dados ou a divulgação de dados confidenciais”. Por outras palavras, não incluem apenas os ciberataques, embora também os abranjam.

 

“A consequência mais referida foi a indisponibilidade dos serviços TIC devido a falhas de hardware ou software (8,3%). A indisponibilidade dos serviços TIC devido a ataques do exterior (por exemplo, ataques de ransomware e ataques de negação de serviço) foi muito menos frequente (2,5%), sublinha o INE, referindo-se ao que vulgarmente é chamado de ciberataque ou de ataque informático.

 

E acrescenta: “As empresas também comunicaram a destruição ou corrupção de dados, causada por dois tipos de incidentes: devido a infeção por software malicioso ou intrusão não autorizada (2,1%) ou a falhas de hardware ou software (1,8%). A consequência menos frequente dos incidentes de segurança das TIC foi a divulgação de dados confidenciais relacionada com duas razões diferentes: ataques de intrusão, pharming ou phishing, ações intencionais dos próprios funcionários (0,5%) e ações não intencionais dos próprios funcionários (0,4%).”

 

Por se referirem a 2021, estes dados são anteriores ao ano fatídico de 2022, em que se registaram alguns dos ciberataques mais mediáticos da história recente, como aquele que derrubou as redes de comunicações da Vodafone ou os sequestros de dados que ocorreram em múltiplas empresas de dimensão considerável, como o grupo de media Impresa, os laboratórios Germano de Sousa e os hipermercados Continente. O ano que passou é visto pelos especialistas como um ano de aceleração deste tipo de ameaças.

 

Em 2021, entre os países europeus com percentagens mais elevadas de incidentes de segurança estiveram a Finlândia (43,8%), Países Baixos (30,1%) e Polónia (29,7%).

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