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CABEÇALHO

Os índices referentes à confiança na evolução da economia calculados pelo instituto alemão ZEW atingiram máximos em pandemia para a análise à União Europeia como um todo e à Alemanha, o que mostra o otimismo com a retoma e recuperação pós-Covid.

O índice de sentimento económico ZEW, do instituto alemão homónimo, atingiu em maio os 84 pontos para a análise sobre a evolução da economia da União Europeia (UE), uma subida considerável após se ficar pelos 66,3 em abril. O resultado conhecido esta terça-feira reflete a melhoria das condições económicas no bloco europeu, sobretudo dada a contenção do coronavírus nas últimas semanas.

 

O índice apurado para a economia alemã registou 84,4 pontos, um incremento assinalável depois dos 70,7 registados no último mês. Tanto o resultado calculado para a UE, como para a economia alemã representam máximos desde a chegada da Covid-19 e das restrições associadas, o que espelha a melhoria do cenário em ambos os espaços económicos.

 

O resultado calculado para a Alemanha é mesmo o valor mais alto atingido pelo índice desde 2000, o que mostra bem o otimismo dos agentes consultados em relação à retoma após a pandemia.

 

O índice ZEW foi criado em 1991 e inquire mensalmente até 300 peritos de bancos, seguradoras e departamentos financeiros de diversas empresas sobre as suas previsões económicas.

 

“O abrandamento da terceira vaga de Covid-19 tornou os mercados financeiros ainda mais otimistas”, afirmou o presidente do instituto ZEW, Achim Wambach. “A avaliação da situação económica também melhorou consideravelmente, com os analistas a esperarem agora uma significativa aceleração da economia nos próximos seis meses. As perspetivas económicas para a zona euro e para os EUA também melhoraram consideravelmente”, acrescentou.

 

A análise prevê ainda um aumento da inflação na zona euro no próximo meio ano, com a vasta maioria dos analistas consultados a apontarem para este cenário, o que coloca o indicador referente à expectativa de variação de preços nos 77,6 pontos, uma subida de 2,5 em relação ao registado no mês anterior.

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