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Indivíduos com um património líquido de 30 milhões de dólares ou mais têm uma especial predileção por 5 países e Portugal é um deles, aponta um relatório da Knight Frank/Quintela + Penalva.

Portugal está no top 5 dos destinos para compras de segunda habitação dos clientes muito abastados, segundo o mais recente relatório da consultora imobiliária de luxo Knight Frank, que em Portugal é representada pela Quintela+Penalva. Estes abastados clientes, leia-se, são encaixados na categoria de Ultra-high-net-worth individuals (UHNWI), ou seja, indivíduos com um património líquido de 30 milhões de dólares ou mais (incluindo o valor da sua residência principal).
 

Segundo o Knight Frank Global Branded Residences Report 2023, “Portugal está em quinto lugar considerando o mercado europeu e na segunda posição no mercado americano – regiões cujos tops são encabeçados por Espanha e Estados Unidos da América, respetivamente”, refere-se num comunicado hoje divulgado pela empresa.

 

Globalmente, os inquiridos na sondagem sobre atitudes do The Wealth Report afirmaram ainda que teria interesse em comprar casa para segunda habitação nos EUA, no Reino Unido, na Austrália, em Espanha e em França.

 

O relatório, que incide sobre o mercado de segunda habitação e tem um foco especial sobre o segmento das chamadas Branded Residences (unidades residenciais que fazem parte ou estão anexas a um hotel, concluiu ainda que a procura para os próximos tempos será impulsionada pelo aumento da riqueza, pelo desejo dos investidores em expandir as carteiras de imóveis residenciais e ainda pelo crescimento da mobilidade. Recorde-se que as previsões apontam para um aumento de 31%, nas viagens a nível mundial, acima dos níveis pré-pandémicos até 2027.

 

O mercado das “branded residences” tem vindo a crescer de forma sustentada, apesar da recente e significativa turbulência económica, segundo mostram os dados mais recentes recolhidos pela imobiliária Knight Frank.

 

Tendo em conta o portefólio de 15 operadoras líderes de luxo no segmento das branded residences (imóvel residencial ou de turismo residencial associado a uma marca) foram identificados 186 projetos ativos em todo o mundo e 32 que ficarão concluídos ainda em 2023, mais 23 em funcionamento em 2024, 26 em 2025 e 22 em 2026; outros 35 projetos estão ainda em fase de preparação, sem data de lançamento confirmada. Feitas as contas, o número de novos projetos com datas de abertura conhecidas representa uma taxa de crescimento anual de 12% até 2026 – ou seja, 55% no total até 2026.

 

 “A América do Norte representa quase 40% de todos os projetos, sendo precedida pela região Ásia-Pacífico (20%) e ainda pela Europa (13%). Os projetos estão localizados em 52 países, com os EUA em destaque (106) – os Emirados Árabes Unidos, a Tailândia, o Reino Unido e a China também apresentam números de projetos de dois dígitos. Olhando à lupa, nos EUA a Flórida é líder por comparação a todos os outros estados (e 80% dos projetos da Flórida encontram-se em Miami)”, sublinha-se no relatório.

 

 Em termos de mercados em crescimento, 60% do mercado do Médio Oriente está atualmente em desenvolvimento. Seguem-se a Europa e a América Latina com 49% e 46%, respetivamente. Em termos absolutos, os maiores projetos em desenvolvimento encontram-se nos EUA (36 projetos conhecidos), nos Emirados Árabes Unidos (7), no México (7), no Reino Unido (5) e na Arábia Saudita (4).

 

 Portugal ainda não está no top dos países mais procurados para branded residences, mas juntamente com Reino Unido, Turquia, França, Itália e Grécia, encontra-se entre os mercados com maior potencial de crescimento, segundo este relatório. “Em Portugal as branded residences têm-se afirmado cada vez mais como uma opção interessante para os investidores estrangeiros que procuram uma solução ‘chave na mão’. Embora ainda haja muito caminho a percorrer, acreditamos que esta é uma tendência que veio para ficar e com um enorme potencial de crescimento”, salienta Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva.

 

Oliver Banks, sócio da Knight Frank, afirma ainda: “Portugal está relativamente sub-representado no espaço das branded residences e, com os fortes níveis de procura que estamos a observar para produtos de luxo por parte de compradores internacionais, existe uma oportunidade real de crescimento a curto e médio prazo. O estilo de vida que Portugal já oferece é sinónimo das comodidades e do modo de vida que as branded residences oferecem e a que os investidores estrangeiros se habituaram”.

 

 No que às marcas diz respeito, o Ritz-Carlton lidera com o maior número de projetos, seguido do grupo Four Seasons. Em termos de taxa de crescimento, a Aman e a Six Senses lideram com 68% e 67%, respetivamente, com grande parte do portfólio total atualmente em fase de desenvolvimento. A investigação da Knight Frank confirma que este crescimento da oferta será acompanhado pela procura.

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