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A startup portuense Orgavalue venceu a final do InnoStars Awards, competição integrada no projecto europeu EIT Health InnoStars, que visa apoiar negócios inovadores na área da Saúde. Mas há mais quatro startups portuguesas distinguidas na grande final da competição, que decorreu em Milão.

Fundada por estudantes de medicina da Universidade do Porto, a Orgavalue tem como missão eliminar as listas de espera para transplantes de órgãos. Para tal, está a desenvolver um “método único para a bioengenharia de órgãos humanos personalizados, descelularizando órgãos do doador e, em seguida, recelularizando a estrutura com células derivadas de pacientes. Isso poderia ajudar a reduzir o risco de rejeição do órgão transplantado e eliminar os resíduos de órgãos”, explica a organização da EIT Health InnoStars.

 

Ao conquistar o primeiro lugar nos prémios InnoStars – concebidos para apoiar startups em fase inicial –, a Orgavalue foi premiada com 25 mil euros. O objectivo da empresa é chegar ao mercado até 2028, focando-se inicialmente nos transplantes de fígado.

 

O 2.º lugar da competição foi atribuído a outra empresa portuense, a Beat Therapeutics, que está a abordar a “profunda falta de opções de tratamento eficazes que afectam 1,7 milhões de novos pacientes diagnosticados todos os anos com cancros difíceis de tratar”. A equipa desenvolveu e patenteou um novo agente antitumoral (BBIT20) que interrompe uma via vital nas células cancerígenas e inibe a reparação do seu DNA. “Em modelos pré-clínicos, o BBIT20 apresenta eficácia quatro a 20 vezes maior em relação à quimioterapia e terapias direccionadas, com doses menores e perfil de segurança comprovado”, garante a empresa.

 

Já no prémio RIS Innovation Call, destinado a apoiar projectos locais de saúde na fase de prova de conceito, que também decorreu durante a grande final em Milão, os primeiros três lugares foram também atribuídos a startups portuguesas. São elas a Gotech (1.º lugar), que desenvolveu a primeira tampa de cateter totalmente integrada e activada por luz de grafeno (Gocap) que previne continuamente infecções em pacientes em diálise; o Bactometer (2.º lugar), um dispositivo magnético portátil para detecção e identificação rápida de patógenos; e a Orgacancer (3.º lugar), uma spin-off da Orgavalue, que trabalha em microdispositivos que recapitulam as estruturas de órgãos humanos vivos para promover modelos de doenças para o cancro e a regeneração.

 

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