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Líder da Barkyn venceu a segunda edição do prémio que pretende distinguir os fundadores de jovens empresas com elevados desempenhos.

André Jordão, diretor executivo da Barkyn, é o vencedor da edição do Prémio João Vasconcelos, que pretende distinguir o empreendedor português que mais se distinguiu no último ano. O prémio de 10 mil euros, que é organizado pela Startup Lisboa, foi atribuído durante um evento que decorreu esta sexta-feira à noite em Lisboa.

 

A Barkyn tem vindo a ganhar clientes com o desenvolvimento de comida personalizada e ferramentas de telemedicina para animais de estimação. A startup já garantiu sete milhões de euros de investimento e conta com 52 mil clientes em Portugal, Espanha e Itália.

 

André Jordão, que, por sinal, foi o primeiro finalista a subir ao palco para dar a conhecer o negócio que criou, começou por recordar a estreia no mundo dos negócios com apenas sete anos de idade e a venda de bichos da seda e, mais tarde, de iô-iôs.

 

Já em adulto criou a Foodzai, para a venda de comida confecionada por chefs, que só durou um ano. “Uma história dura mas de grande aprendizagem”, diz. O insucesso não teve tempo para ganhar dimensão. André partiu pouco depois para a Alemanha para fundar a Wunder, uma plataforma concorrente da Uber, que entretanto se expandiu para a Ásia, à boleia de 70 milhões de euros de investimento.

 

Apesar do sucesso da Wunder, André Jordão voltou para Portugal para criar a Barkyn, que começou numa garagem mas serve clientes dispersos por Portugal, Espanha e Itália. O negócio funciona por subscrição, “com muita conveniência e (uma relação) preço-qualidade imbatível”, referiu o jovem empresário, sem revelar a faturação.

 

Além de selecionada para programas de aceleração da Google e de ter sido apontada em listas de startups promissoras da revista Wired, a Barkyn já marcou presença na competição de inovação da Web Summit. André Jordão prefere posicionar a startup para lá do segmento da comida para animais – para a descrever como uma empresa de comércio eletrónico.

 

“O que está hoje a acontecer atualmente no comércio eletrónico é a amazonificação da experiência. O comércio eletrónico está apenas a impor a velocidade e apenas transporta produtos de um lugar para o outro”, lembrou André Jordão, numa alusão à gigante do comércio na Internet que se dá pelo nome Amazon.

 

“Nós queremos transformar a experiência de comércio eletrónico em algo muito mais humano, personalizado - começando pelos animais de estimação”, sublinha o empresário.

 

Além de uma estratégia com múltiplos canais, da personalização e do atendimento humano para questões mais especializadas, a Barkyn pretende distinguir-se pela inovação. Atualmente a startup está a desenvolver um dispensador de comida eletrónico que pode ser controlado remotamente pelo dono dos animais de estimação através de uma aplicação de telemóvel.

 

O vencedor foi escolhido por um júri composto por especialistas empreendedorismo e tecnologias, entre um total de 10 finalistas. Na lista de finalistas figuram André Jordão, da Barkyn; António Trincão, da YouCanEvent; Fabiana Clemente e Gonçalo Ribeiro da Ydata; Hélder Silva, da Newton Labs; Hugo Venâncio, da Reatia; Marcelo Lebre, da Remote; Nuno Brito Jorge, da GoParity; Nuno Fonseca, da SoundParticles; Ricardo Costa, da Loqr; Sebastião Queiroz e Mello, da The Code Venture.

 

Os finalistas foram escolhidos pelo desempenho comercial alcançado e pela capacidade de liderança, mas também por gerirem statups com modelos de negócio inovadores e escaláveis.

 

O prémio João Vasconcelos foi criado em homenagem ao malogrado fundador da incubadora Startup Lisboa e antigo secretário de Estado da Indústria – que, apesar da morte prematura, é apontado como um dos mentores da nova vaga de empreendedorismo que abriu caminho a várias startups nacionais.

 

Na edição de 2019, o prémio foi atribuído a Daniela Braga, líder e fundadora da DefinedCrowd.

 

Na abertura do evento, Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa, recordou que a edição de 2020 distingue-se por expandir o prémio a empreendedores de todo o país, abandonando o modelo do ano anterior, que restringiu a escolha final a empreendedores sedeados em Lisboa.

 

Miguel Fontes recordou ainda que o Prémio João Vasconcelos não premeia a carreira mas sim o desempenho empresarial do último ano. O que significa que um vencedor de um ano poderá no ano seguinte já não constar na lista dos negócios mais promissores, mas não impede que “um empreendedor volte a ganhar o prémio em futuras edições”.

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