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CABEÇALHO

No entender dos responsáveis da consultora Roland Berger, que elaborou o ‘Plano Estratégico de Turismo para Região de Lisboa 2020-2024’, há uma “dependência do crescimento do turismo na região de Lisboa de uma capacidade aeroportuária elevada”, ou seja, a capital está “dependente da operacionalidade do novo aeroporto do Montijo”.

O destino turístico de Lisboa continua a ser periférico no contexto europeu e extremamente dependente do avião, o mesmo é dizer do aeroporto Humberto Delgado.

 

Segundo o ‘Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa da Região de Lisboa’, apresentado publicamente ontem, dia 10 de fevereiro, no Palácio Nacional da Ajuda, 95% das chegadas de turistas a Lisboa são feitas por via aérea, sendo os restantes 5% efetuados por automóvel.

 

É uma realidade bastante diferente do que ocorre em Barcelona – 83% de turistas por avião, 9% por comboio, 4% por automóvel e 5%para outros meios de transporte – ou em Berlim – 59% de avião, 12% de comboio, 20% de automóvel e 12% para outros meios de transporte.

 

É também diferente da realidade que ocorre na média internacional: 57% de avião, 2% de comboio, 37% de automóvel e 4% de outros meios de transporte.

 

Aliás, Lisboa tem também uma distância média de 2.287 quilómetros em relação às restantes capitais da União europeia. Mais uma vez uma realidade diferente face a Roma (1.252 quilómetros de distância média às capitais da UE) ou a Berlim (1.004 quilómetros de distância média).

 

Por isso, a capacidade do aeroporto de Lisboa em termos de passageiros condiciona o crescimento do turismo na região da capital, de acordo com este documento elaborado pela consultora Roland Berger.

 

No entender destes responsáveis, há uma “dependência do crescimento do turismo na região de Lisboa de uma capacidade aeroportuária elevada”, ou seja, a capital está “dependente da operacionalidade do novo aeroporto do Montijo”.

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