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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A AICEP prepara ações para promover o país como destino de investimento e também a capacidade industrial e de inovação no têxtil, agroalimentar, farmacêutico e investigação.

A AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) está a preparar o lançamento de uma campanha de imagem reputacional (“awareness”) de Portugal no Reino Unido, totalmente digital e baseada em anúncios nos sites dos principais jornais britânicos, com o objetivo de “comunicar os fatores que diferenciam Portugal enquanto destino de investimento”, disse ao Negócios fonte oficial da agência pública.

 

Este é a próxima ação de comunicação para aumentar a visibilidade no mercado britânico, depois de, na mais recente edição da fDi Intelligence, publicação bimensal do grupo Financial Times sobre investimento direto estrangeiro, ter publicado o suplemento especial “Made in Portugal 2.0 - Where Tradition Meets Innovation”, promovendo a capacidade industrial e de inovação de Portugal, nomeadamente nos setores agroalimentar, têxtil, farmacêutico e na área da investigação (I&D).

No contexto pós-Brexit, o organismo liderado por Luís Castro Henriques sublinha que “o mercado britânico continua a ser profícuo em oportunidades de negócio, não só pelas características próprias deste que é um dos principais mercados de consumo do mundo, mas também apoiado em planos de investimento público muito relevantes, previstos para o futuro próximo”. Destacam-se os planos estratégicos de desenvolvimento “Build, Build, Build” (investimento de 5 mil milhões de libras em infraestruturas) e “Ten Point Plan for a Green Industrial Revolution”, em que prevê aplicar 12 mil milhões de libras na transição para a “economia verde”.

 

No capítulo comercial, a AICEP admite que esta é “uma fase de adaptação particularmente para as empresas que não têm experiência de exportação para países terceiros”. E embora esteja mais vocacionada para apoiar no contexto preparatório da exportação, com a partilha de informações sobre as novas regras e procedimentos aduaneiros em vigor, garante que tem respondido às dúvidas que as exportadoras têm apresentado, “em especial de natureza administrativa, sobre regras de origem, taxas e impostos”.

 

Expressando “satisfação” por verificar que se mantém o interesse no mercado britânico mesmo depois da saída da UE, a AICEP salienta que, “até ao momento, não recebeu contactos de empresas a necessitar de apoio por atraso, apreensão ou devolução de mercadorias junto dos controlos alfandegários”. 

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