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Empreende XXI já tem 111 candidaturas aprovadas, com um valor médio de apoio de 65 mil euros por projeto. Há ainda mais de mil candidaturas em aprovação. Dotação ronda os 50 milhões.

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) já deu “luz verde” a 111 das candidaturas ao Empreende XXI, programa que visa estimular o empreendedorismo e, à boleia, fazer crescer o emprego. Essas candidaturas correspondem a quase 7,3 milhões de euros, o que equivale a um apoio médio por projeto de 65 mil euros. O balanço foi feito esta quarta-feira pelo secretário de Estado do Trabalho, em declarações ao ECO.

 

“O Empreende XXI é um programa de apoio à criação de empresas e para estimular o empreendedorismo. O objetivo é valorizar o empreendedorismo também como uma dimensão importante para a criação de postos de trabalho“, sublinha Miguel Fontes, em conversa com o ECO, detalhando que pode estar em causa não só a criação de emprego para o próprio candidato, mas também para terceiros.

 

Aliás, este programa – que resulta de uma parceria entre o IEFP e a Startup Portugal – prevê um apoio mais robusto em função do número de postos de trabalho potencialmente criados pelo projeto em candidatura, realça o responsável.

 

Ora, conforme escreveu o ECO, as candidaturas arrancaram em abril e terminaram em junho. No total, foram entregues 1.965 candidaturas, precisa agora o secretário de Estado, na semana em que decorre em Lisboa a Web Summit.

Destas, 559 ainda estão nas entidades de acompanhamento, isto é, nas entidades escolhidas para apoiar o IEFP na análise das candidaturas, nomeadamente no que diz respeito à viabilidade financeira dos projetos.

 

Já as demais 1.406 candidaturas chegaram entretanto às mãos do IEFP: 111 receberam luz verde, 204 foram indeferidas e as restantes estão em análise.

 

“Estão aprovadas candidaturas no valor de sete milhões e 258 mil euros“, assinala o secretário de Estado, destacando que tal equivale a um apoio médio de 65.390 euros por projeto aprovado.

 

Ao ECO, Miguel Fontes admite que este é um programa com uma “taxa de exclusão alta“, porque a lógica é ter uma “grande seletividade”.

 

Por outro lado, reconhece que o processo está a correr “de forma menos célere“, devido à complexidade e caráter inovador. Ainda assim, o responsável deixa duas notas: até ao final do ano, conta que todas as candidaturas tenham uma proposta de decisão e não é por falta de financiamento que o processo tem sido demorado.

 

A propósito, realça que a dotação total é de 50 milhões de euros, havendo ainda margem para aprovação de vários projetos. Inicialmente, a dotação rondava os 20 milhões de euros, mas foi reforçada.

 

Este programa visa apoiar a criação e desenvolvimento de novos projetos empresariais por parte de indivíduos inscritos no IEFP, com uma ajuda até 200 mil euros. Mas há duas componentes a considerar: uma parte do subsídio é a fundo perdido, a outra é feita via empréstimo sem juros.

 

Em ECO

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