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CABEÇALHO

Secas, geadas e aumento do preço dos contentores estão a provocar subidas no preço do café. Os preços dos grãos de arábica dispararam 50% nos últimos 12 meses, atingindo máximos de sete anos em julho.

Após secas e geadas terem atingido as principais culturas de café no Brasil, principal produtor de café, os preços dos grãos de arábica dispararam 50% nos últimos 12 meses, atingindo máximos de sete anos em julho deste ano, avança a Bloomberg (acesso livre).

Paralelamente, a escassez e aumento do preço dos contentores continuam a agitar as cadeias globais de abastecimento e prevê-se que nos próximos dois anos o abastecimento mundial de café fique mais apertado, comprimindo as margens e aumentando os receios de inflação.

 

No entanto, mesmo com os preços mais elevados o “consumo não irá diminuir”, disse o analista do Rabobank Guilherme Morya. Os preços teriam de subir acima dos 4 dólares (3,40 euros) por quilo para começar a fazer diferença no consumo, segundo Sterling Smith, diretor de investigação agrícola da AgriSompo North America. “Até lá, os consumidores sensíveis aos preços podem procurar cafés mais baratos ou fazer mais café em casa”, refere.

 

Fonte: Departamento de Agricultura dos EUA

 

Este ano, o consumo global de café deverá aumentar para 168,8 milhões de sacos de 60 quilos, de acordo com o Rabobank International, contra 164,8 milhões de sacos no período anterior.4

 

Para empresas como a Starbucks, os grãos de café representam uma pequena parte dos custos totais em comparação com a mão-de-obra. Ainda assim, a maior cadeia mundial de café diz que está a sentir pressões inflacionistas.

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