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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Campanha da AICEP em jornais internacionais chegou ao Japão e à China, a grandes títulos europeus de economia e negócios e ao New York Times.

Desde o final de novembro, Portugal faz parte do restrito clube de países que não usam carvão na produção de energia. Uma data histórica na economia do país e no seu processo de transição verde, mas também um bom argumento para promover a imagem de Portugal no estrangeiro. É isso que está a fazer a AICEP, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

 

Nesta segunda-feira, os leitores do Japan Times, o principal japonês em língua inglesa, que tem também uma influente edição em japonês, cruzaram-se nas páginas de economia com um anúncio de meia página promovendo, em letras gordas, Portugal como país “livre de carvão” desde o dia 1 de dezembro (é a data oficial, mas não a data efetiva: a central do Pêgo, a última a utilizar carvão na produção de energia elétrica, deixou de o fazer na manhã de 20 de novembro).

 

“A escolha certa, a energia certa. Invista no futuro, invista em Portugal” é a mensagem do anúncio agora publicado no Japão. Antes de chegar à terceira maior economia do mundo, a mesma mensagem já tinha sido publicada na imprensa de referência do país número 1 do ranking económico mundial (Estados Unidos) e no número 2 (China). Nos EUA, foi no suplemento de economia do New York Times, o jornal mais prestigiado do país, e na China nas páginas do Global Times, principal jornal em língua inglesa, que é muitas vezes visto como espécie de órgão oficioso das autoridades chinesas.

 

A mesma campanha já foi vista por leitores de diversos jornais europeus de economia - o inglês Financial Times, o francês Les Echos, o espanhol Expasión e o Handelsblatt, o maior jornal de economia da Alemanha. Ainda está prevista a publicação no sueco Dagens Industri.

 

Transição verde é fator valorizado na hora de investir

 

“O facto de Portugal ter deixado de usar carvão para produzir eletricidade, tornando-se no quarto país europeu coal-free, é uma mensagem muito relevante, dando um sinal de sustentabilidade que surpreende pela positiva, demonstrando não só o compromisso, mas a respetiva capacidade de implementação da transição energética e com elevado impacto junto dos decisores mais jovens”, salienta Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, em declarações à CNN Portugal.

 

Além disso, acrescenta, “cada vez mais empresas estão comprometidas com a sustentabilidade, nomeadamente a redução das emissões e a integração das energias renováveis no mix de energia que consomem, sendo um dos fatores valorizados na hora de escolher uma nova localização para investir”. O presidente da AICEP testemunha que na agência “temos recebido vários contactos de empresas investidoras com essa preocupação e, portanto, este passo será com certeza uma vantagem competitiva adicional para Portugal conseguir atrair novos investimentos e novos parceiros de negócio”. 

 

Castro Henriques não tem dúvidas de que “Portugal Coal-Free é uma mensagem forte e que potenciará a notoriedade do País a uma escala global”. Da Europa aos Estados Unidos e às duas grandes potências asiáticas.

 

Segundo os últimos dados do Eurostat, referentes a 2019, Portugal é o sétimo país europeu com maior percentagem de consumo de energia com fontes renováveis. Por outro lado, o Climate Change Performance Index, elaborado por uma ONG alemã, aponta Portugal como o 16ª país com melhor desempenho ambiental em 2021, num conjunto de 60 países analisados. 

 

A recente cimeira da ONU para as alterações climáticas, COP26, concluiu pela necessidade de acelerar o processo de transição para energias renováveis, e apelou aos países para que abandonem as fontes de energia mais poluentes, como é o caso do carvão. Uma transição difícil nas maiores potências económicas mundiais, e nas grandes economias emergentes, mas também um fator diferenciador e valorizado por muitos investidores na hora de escolher o país de destino de novos investimentos. Daí a aposta da AICEP em mercados tradicionais europeus, mas também nos EUA, na China e no Japão.

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