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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Aumento do custo dos produtos energéticos pesou na balança comercial da Zona Euro, que registou em novembro o primeiro défice com o resto do mundo desde o início de 2014.

Zona Euro registou em novembro o primeiro défice comercial de bens com o resto do mundo desde janeiro de 2014, depois de ter apresentado um saldo negativo de 1,5 mil milhões de euros entre vendas e compras ao exterior.

 

As exportações de bens do conjunto dos países da moeda única aceleraram 14,4% para 225,1 mil milhões no penúltimo mês do ano passado. Mas as exportações dispararam ainda mais: aumentaram 32% para 226,6 mil milhões, “uma subida que foi sobretudo alimentada pelo aumento do valor das exportações de energia”, explica o Eurostat.

 

“Como resultado, a Zona Euro registou um défice de 1,5 mil milhões no comércio de bens com o resto do mundo em novembro de 2021, comparado com o excedente de 25 mil milhões em novembro de 2020. A última vez que a Zona Euro registou um défice foi em janeiro de 2014″, sublinhou o gabinete de estatísticas de Bruxelas esta sexta-feira.

 

Apesar do défice registado em novembro, a Zona Euro mantém um excedente nas trocas comerciais com o resto do mundo ao longo do ano.

 

Entre janeiro e novembro, a balança situou-se nos 133,5 mil milhões a favor da moeda única, emagrecendo, ainda assim, em comparação com o mesmo período de 2020, quando apresentava um saldo positivo de 205,6 mil milhões.

 

Neste período, as exportações dos países que fazem parte do euro subiram para 2,21 biliões de euros, um aumento de 14% em termos homólogos. As compras de bens ao exterior somam os 2,081 biliões, uma subida de 19,9%.

 

Nos 11 meses de 2021, as vendas de Portugal ao exterior aumentaram 18% para 58,2 mil milhões e as compras subiram 19% para 74,6 mil milhões. A balança portuguesa é negativa em 16,4 mil milhões, o que representa um agravamento face aos -12,9 mil milhões registados no mesmo período de 2020.

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