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A Hyperion, empresa portuguesa criada em 2006 e que tem apostado sobretudo na energia solar, estando agora a alargar o negócio ao hidrogénio verde, vai ter a francesa Mirova como acionista, através de um aumento de capital de 140 milhões de euros.

A Hyperion vai receber uma injeção de 140 milhões de euros através de um aumento de capital a subscrever pela francesa Mirova, empresa que já tinha investido em Portugal quando, no final de 2020, integrou o consórcio liderado pela Engie que comprou seis barragens na bacia do Douro à EDP, por 2,2 mil milhões de euros.

 

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Hyperion indica que o investimento da Mirova permitirá à empresa acelerar a sua expansão, para se tentar tornar um produtor independente de eletricidade. A Hyperion não revelou qual a participação que a Mirova vai deter no seu capital.

 

“A injeção de capital impulsionará a implantação inicial dos 3,4 GW (gigawatts) do atual pipeline da Hyperion, composto por projetos fotovoltaicos, eólicos, de armazenamento e hidrogénio verde, principalmente em Portugal”, indica a Hyperion em comunicado.

 

A nota da Hyperion apenas refere como investidor a Mirova, embora há duas semanas a Autoridade da Concorrência (AdC) tenha divulgado uma notificação dando conta da aquisição do controlo conjunto da Hyperion por parte da Mirova e da gestora de ativos Lynx.

 

Até hoje a Hyperion já desenvolveu meia centena de projetos, tendo ligado à rede um total de 370 megawatts (MW), dos quais 270 MW em Portugal, o que torna a empresa um dos atores de referência no mercado nacional de produção fotovoltaica em larga escala. Além dos parques próprios, a Hyperion também gere ativos de terceiros, com uma carteira de 600 MW.

 

Já em 2018 a empresa portuguesa tinha estabelecido um acordo com a Mirova. Nessa altura a empresa francesa adquiriu 90% de um projeto solar em Évora, no Alentejo, com 28 MW, que entrou em operação em 2019, e no qual a Hyperion manteve uma participação de 10%.

 

Agora, na entrada da Mirova como seu investidor direto, a Hyperion foi assessorada juridicamente pela Linklaters, enquanto a empresa francesa foi apoiada pela sociedade Cuatrecasas.

 

Fundada em 2006, a Hyperion tem como presidente executiva Aytea Amandi e como presidente não executivo Pedro Rezende, gestor que chegou a integrar o conselho de administração da EDP entre 2003 e 2006. A Hyperion também chegou a ter como sócio João Talone, que entretanto se desvinculou da empresa e voltou à EDP, como presidente do conselho geral e de supervisão.

 

Em Expresso

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