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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A 'joint venture' NeoGreen Portugal vai investir mais de mil milhões de euros na instalação de uma fábrica para a produção de hidrogénio ‘verde’ e combustíveis derivados, no concelho de Sines (Setúbal).

De acordo com a aicep Global Parques, em comunicado, o investimento superior a mil milhões de euros resulta de uma colaboração empresarial entre a NeoGreen Hydrogen Corp (Canadá) e a portuguesa Frequent Summer S. A., para a instalação de um complexo “eletrolisador de mais de 500MW [megawatts]”. A unidade de produção de hidrogénio 'verde' e combustíveis derivados ficará instalada num terreno de 10,5 hectares da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) e o contrato de reserva de direito de superfície é assinado, na segunda-feira, em Lisboa, na presença do secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz. Para o governante, citado no comunicado, o projeto vai “corporizar a Estratégia Nacional para o Hidrogénio na constituição de um 'Sines Hydrogen Valley', concretizando a aposta do Governo em desenvolver a economia portuguesa com base numa dupla transição energética e digital”. Por sua vez, o presidente executivo da NeoGreen Hydrogen Corp., Chris Corson, referiu que a empresa, detentora de “um portfólio de projetos de hidrogénio verde em todo o mundo”, está “particularmente entusiasmada” com esta aliança. Já o vogal do Conselho de Administração da Frequent Summer, empresa que desenvolve parques fotovoltaicos há mais de 20 anos em diversos países, Rogério Ponte, explicou que este projeto “é a continuação da aposta na inovação e no futuro de energias renováveis” e realçou “a sustentabilidade que este enorme projeto de H2V representa para a região de Sines e para Portugal”. Por sua vez, o diretor executivo da aicep Global Parques, entidade gestora da ZILS, Filipe Costa, afirmou que “este prospetivo investimento de mil milhões de euros pela NeoGreen no Complexo Portuário, Logístico e Industrial de Sines insere-se num 'pipeline' de projetos que somam cerca de 20 mil milhões de euros de investimento no horizonte de 2030”. Segundo o responsável, estão previstos “2.500 milhões de euros em logística marítima e terrestre, 12.500 milhões de euros em projetos industriais descarbonizados e circulares e 5.000 milhões de euros em telecomunicações, estações de amarração de cabos submarinos e centros de dados”.

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