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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

“A preocupação existe, mas falta dar o passo para os devidos investimentos”, frisou Carlos Nunes Pinto durante a sua intervenção no debate da Mesa Redoda do segundo webinar do ciclo de conferências “Conhecer para Decidir, Planear para Agir” promovido pela Lusomorango e pela Universidade Católica Portuguesa, do que o Jornal Económico é media partner.

A aposta no branding e a concretização de parcerias estratégicas são as duas receitas para o sucesso da gigante mundial da venda de frutos vermelhos, Driscoll’s EMEA, algo que, em Portugal, é necessário reforçar e investir.

 

“O conceito de marca não é muito desenvolvido em Portugal, nem a capacidade de comunicar”, referiu o diretor comercial da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

 

“A preocupação existe, mas falta dar o passo para os devidos investimentos”, frisou Carlos Nunes Pinto durante a sua intervenção no debate da Mesa Redoda do segundo webinar do ciclo de conferências “Conhecer para Decidir, Planear para Agir” promovido pela Lusomorango e pela Universidade Católica Portuguesa, no que o Jornal Económico é media partner.

 

A afirmação surgiu na sequência da intervenção Russell Allwell, managing director da empresa norte-americana, onde frisou que para além de uma boa marca e de fortes parcerias, uma empresa que queira criar uma boa base deve também apostar na “diferenciação, na aposta de valor e ainda na pesquisa e desenvolvimento”.

 

“Somos uma empresa holística”, disse.” A nossa visão é de enriquecer a vida dos consumidores. Para nós, a marca e comunicação são dois fatores muito importantes”, acrescentou.

 

O reforço do branding no sector agroalimentar permite que haja uma diferenciação entre produtos nos quais Portugal compete por uma maior presença nomeadamente, no vinho ou no azeite, onde também países do Mediterrâneo marcam presença.

 

“Na AICEP, interrogamo-nos o porquê de um vinho português custar metade que o vinho francês, italiano ou espanhol que tem menor qualidade e custa o dobro”, exemplificou, adiantando que uma marca fraca constitui uma grande parte desse motivo.

 

Para contrariar esta tendência, as empresas devem reforçar o investimento nas suas marcas de modo a que “consigam ter capacidade produtiva e de fornecimento” quando o produto ganha mais notoriedade no mercado internacional.

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