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Apesar do contexto de dificuldades e constrangimentos que afetam o sector, a têxtil Carjor registou em 2021 aquele que é o seu segundo melhor resultado de sempre, com um crescimento acima dos 15%. “À nossa escala é um grande feito, até porque temos vindo a reduzir pessoal e os custos não param de crescer. É tudo ganhos de eficiência”, explica o CEO Honorato de Sousa.

Nascida em 1969 e desde sempre especializada no fabrico de malhas exteriores para criança, a Carjor é uma empresa familiar que exporta a 100% e tem feito uma aposta decisiva e consistente na estabilização e aperfeiçoamento da sua produção.

 

Honorato Sousa, engenheiro de produção, a segunda geração à frente da empresa, orgulha-se em explicar que não se preocupa com preços, com concorrência, em produzir mais e conquistar novos clientes. “As metas estão definidas.

Trabalhamos com clientes sólidos a longo e médio prazo e o nosso objetivo é produzir de forma cada vez mais eficiente, ou seja rentabilizando o tempo e a capacidade instalada. Não queremos produzir mais, queremos ser mais eficientes”, reforça.

 

Com um crescimento só superado pelo que foi atingido em 2016 e uma faturação que se aproxima dos três milhões de euros, o exercício de 2021 fica como o segundo melhor de sempre nos mais de 50 anos de história da empresa de Palmeira, Santo Tirso. “À nossa escala, é um grande feito. Mas tem sido uma luta muito difícil com o aumento dos custos de produção, sobretudo gás, energia, transporte e matéria primas”, expõe o CEO.

 

Um resultado que explica com o crescimento de alguns dos seus principais clientes, em França e Itália. “Nunca tivemos tanta procura. São marcas grandes, com forte componente tecnológica e que têm crescido muito no online ao mesmo tempo que mantêm todo o negócio tradicional”, justifica Honorato de Sousa.

 

Do ponto de vista interno, a explicação assenta sobretudo num princípio: “otimização da produção”. Um percurso que tem vindo a implementar com regularidade suíça (onde estagiou no final do curso) e com resultados palpáveis. “Produzir o mesmo e com menos recursos, rentabilizando o tempo e a capacidade instalada”, diz, sublinhando que o resultado de 2021 tem ainda um significado especial porque foi alcançado num ano em que o número de trabalhadores foi reduzido de 80 para 70.

 

Um feito a que associa também a prossecução das metas de circularidade e sustentabilidade, já que consegue produzir o mesmo com menos recursos, menos desperdício e menos consumos. Orgulha-se do facto de a empresa ter atravessado estes dois anos sem nunca ter equacionado sequer a hipótese de paragem ou de recurso ao lay-off.

 

Para este ano, a Carjor espera manter o ritmo de crescimento acima dos 10%, mas Honorato de Sousa reconhece que a conjuntura não é favorável. “Oxalá o que não depende de nós possa também ter boa performance”, conclui.

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