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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo aprovou no final do ano passado o diploma que altera o programa de Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI), determinando o fim da atribuição dos chamados vistos gold nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

As novas regras só entram em vigor dia 1 de janeiro do próximo do ano, mas o mercado do imobiliário já começa a sentir a ondulação, provocada por esta medida.

 

Entrevistado pelo Dinheiro Vivo, Ricardo Garcia, Diretor de Residencial da Savills Portugal prevê “um último trimestre forte, com um nível de procura mais elevado que nos últimos dois anos devido à abertura gradual das fronteiras e maior controlo da pandemia”

 

Já Beatriz Rubio, presidente executiva da RE/MAX Portugal, contactada pela mesma publicação, salienta que “durante este ano verificou-se uma procura mais acentuada na Área Metropolitana de Lisboa, principalmente nas zonas de reabilitação urbana com um investimento menor, na ordem dos 350 mil euros”.

 

A presidente executiva da RE/MAX Portugal adianta ainda que  “durante este último quadrimestre haverá uma enorme procura de apartamentos nas regiões que em 2022 deixam de estar no programa de Golden Visa (Áreas Metropolitana de Lisboa, Porto e Algarve), seja no investimento dos 500 mil euros ou dos 350 mil euros, em que os processos possam ser entregues até 31 de dezembro de 2021 no SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras)”.

 

“Em agosto, o investimento resultante do programa de Autorização de Residência para Investimento (ARI) somou 35.333.660,06 euros, menos 38,7% face a igual mês de 2020 (57,6 milhões de euros). Face a julho (22,1 milhões de euros), o investimento cresceu 59,7%”, segundo o idealista/news.

 

De acordo com  o SEF, citado pela mesma plataforma, em agosto foram concedidos 64 ARI, “56 por via da aquisição de bens imóveis (16 para reabilitação urbana) e oito através do critério de transferência de capitais. A compra de bens imóveis totalizou em agosto um investimento de 30,4 milhões de euros, dos quais 5,9 milhões de euros para reabilitação urbana, enquanto a transferência de capitais somou mais de 4,8 milhões de euros”, acrescenta o idealista/news.

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