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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Otimismo é palavra de ordem nas previsões da Dynabook relativamente à transição digital das empresas.

De acordo com a tecnológica – antiga Toshiba –, a pandemia de Covid-19 impactou a generalidade dos resultados das organizações e, por isso, seria de esperar que os orçamentos disponíveis se ressentissem de forma transversal a todas as áreas. No entanto, um estudo realizado junto de mais de mil decisores de médias e grandes empresas europeias mostra que 65% terá maior folga orçamental para melhor acomodar o trabalho remoto e apoiar a transição digital dos negócios.

 

Na Península Ibérica, esta disponibilidade é ainda maior: 71% dos gestores inquiridos em Portugal e Espanha confirma a expansão do investimento em tecnologia. Segundo a Dynabook, este estudo vem sublinhar que, apesar das circunstâncias, as empresas estão a conseguir preparar-se para o futuro e a ajustar as prioridades orçamentais sem colocar de lado a tecnologia.

 

Este orçamento será essencial para fazer frente aos obstáculos que ainda existem à digitalização dos negócios. «A transição abrupta para um modelo de trabalho totalmente à distância foi apenas possível graças à Internet. Com ela, vieram desafios inéditos de segurança, conectividade e gestão de dados. Contar com dispositivos robustos que permitam trabalhar em mobilidade sem nunca perder recursos de produtividade foi e tem sido fundamental. Apesar de tudo, os dados de que hoje dispomos permitem-nos olhar de forma otimista para estes desafios, por sabermos que existem condições para os superar eficazmente», comenta Carlos Cunha, diretor Comercial da Dynabook Portugal.

 

O mesmo responsável lembra que implementar uma força de trabalho móvel já era uma ideia a pairar sobre as empresas há anos, mas que a emergência da Covid-19 veio acelerar esse processo.

 

A pandemia veio também, nesse sentido, evidenciar algumas lacunas nas empresas, que perceberam não estar preparadas para enfrentar esta nova realidade. O estudo “The Hybrid Shift: Managing an increasingly remote workforce” revela que 50% dos profissionais de TI estão sensibilizados para a importância de apoiar a nova força de trabalho com uma infraestrutura robusta, sendo que as soluções Cloud e a assistência TI remota são apontadas como as principais prioridades tecnológicas.

 

Neste quadro, também os dispositivos tecnológicos ganharam valor adicional: quase três quartos dos decisores consideram as decisões de compra de portáteis mais importantes hoje do que antes da pandemia.

 

No momento de comprar estes equipamentos é necessário ter em atenção vários fatores, nomeadamente a cibersegurança. Dados da Check Point Research mostram que o número de organizações impactadas a nível global por ransomware mais do que duplicou na primeira metade de 2021, em comparação com 2020.

 

Entre as empresas europeias nota-se já uma consciencialização relativamente aos riscos de cibersegurança e 81% dos negócios considera a segurança uma característica importante aquando da compra de um dispositivo. Segundo a Dynabook, estima-se que a aposta na infraestrutura de cibersegurança esteja no topo dos investimentos tecnológicos, com 48% dos profissionais a dar primazia a este aspeto.

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