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Business Roundtable Portugal junta 42 gestores dos principais grupos a operar em Portugal e pretende propor medidas em três áreas: Pessoas, Empresas e Estado.

A recém-formada associação Business Roundtable Portugal (BRP), criada por 42 líderes das maiores empresas a operar no nosso país, pretende contribuir para o desenvolvimento económico e social sustentável, disse hoje o presidente da nova instituição, Vasco de Mello, numa sessão de apresentação no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

Além de Vasco de Mello (Grupo José de Mello), o grupo conta com personalidades como Claúdia Azevedo (Sonae), António Rios Amorim (Corticeira Amorim), Nuno Amado (BCP) e João Castelo Branco (Semapa).

 

“Desenharemos propostas a pensar em Portugal e não nas empresas dos associados”, garantiu Vasco de Mello, acrescentando que a nova associação tem três áreas de trabalho – Pessoas, Empresas e Estado. A BRP não quer substituir as confederações empresariais e diferencia-se daquelas pelo facto de ser formada pelas maiores empresas nacionais, propondo medidas que essas empresas estão dispostas a aplicar nelas próprias.

 

“Partilhamos a mesma ideia de país e a importância da economia de mercado para um crescimento sustentado e socialmente justo”, disse o empresário, prometendo “soluções pragmáticas, exequíveis, onde as 42 empresas possam ser apresentadas como [objetos de] teste de medidas que possam ser depois alargadas” ao resto do tecido empresarial.

 

A Associação Business Roundtable Portugal, formada pelos líderes de grandes empresas em áreas como indústria, turismo, retalho, concessões, banca e agro-alimentar, propõe-se contribuir “para que Portugal cresça muito mais do que tem crescido, tendo a ambição de regressar ao TOP 15 Europeu de riqueza per capita, através da valorização e qualificação dos portugueses, do apoio à criação, desenvolvimento e ganhos de escala das nossas Empresas e de melhorar o desempenho do Estado como facilitador da atividade económica e de criação de riqueza para toda a sociedade”.2

 

“O que vemos é que as políticas do passado não funcionaram, porque estamos em último [em muitos critérios] a nível europeu”, disse por sua vez Claúdia Azevedo, referindo-se ao défice de qualificações que Portugal continua a ter.

 

Por sua vez, António Rios Amorim destacou a falta de dimensão das empresas portuguesas, o reduzido nível de investimento empresarial e a falta de produtividade e de eficiência que continua a existir em Portugal, incluindo em grandes empresas.

 

”Um ecossistema formado por grandes empresas poderá acelerar a inovação e portanto aumentar o crescimento económico”, defendeu, lembrando ainda a importância da internacionalização e da entrada em novos mercados.

 

”O Estado tem de ser parte da solução. Um Estado que combata a burocracia, que garanta a eficiência e a previsibilidade fiscal, um Estado que esteja do lado dos cidadãos e das empresas e que seja capaz de garantir a confiança que tanta falta faz aos investidores nacionais e estrangeiros”, defendeu, por sua vez, Vasco de Mello.

 

“Precisamos de um Estado que funcione como dinamizador do crescimento económico”, afirmou, elegendo áreas como o sistema judicial e as regras dos licenciamentos como prioritárias em termos de necessidade de reformas.

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