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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

17% das empresas portuguesas vendem online. Mas Portugal é o terceiro Estado-membro que mais viu o peso das vendas online na faturação das empresas cair.

Há cada vez mais empresas a entrar no mundo do comércio online, numa altura em que as pessoas preferem comprar sem sair de casa, à distância de um clique. De acordo com dados do Eurostat, no ano passado, 22% das empresas da União Europeia (UE) venderam produtos ou serviços na internet, sendo que, para 19% delas, pelo menos 1% da faturação total vinha do canal online.

 

Comparando com 2019, o número de empresas a renderem-se ao e-commerce aumentou um ponto percentual (no ano antes da pandemia, 21% venderam online) e, em comparação com 2010, a subida foi de seis pontos percentuais (nesse ano, a percentagem era de 13%).

 

“O crescimento constante nas vendas de comércio eletrónico em muitos países foi intensificado pela pandemia e pelas restrições de movimento [de pessoas], o que levou clientes e empresas a um maior interesse nas vendas online, diz o Eurostat.

 

Entre os países com maior percentagem de empresas a vender na internet estão Irlanda (40% das empresas apostam no comércio eletrónico), Dinamarca (38%) e Suécia e Lituânia (ambos com 36%). No lado oposto da tabela estão Bulgária e Luxemburgo (ambos com 12%) e Roménia (13%). Portugal surge abaixo da média da UE, com 17% das empresas a venderem online em 2020.

 

A adesão ao comércio eletrónico tem vindo a aumentar de tal forma, e foi tão impulsionada pela pandemia, que as vendas online já têm um peso considerável na faturação das empresas. O Eurostat indica que, em 19% das empresas da UE com 10 ou mais funcionários ou profissionais liberais, as vendas pela internet representam, pelo menos, 1% do volume de negócios total, uma percentagem que tem vindo a aumentar desde 2017.

 

Numa análise aos vários Estados-membros, a Dinamarca aparece no topo, com 32% de empresas onde as vendas online representam, pelo menos, 1% da faturação total. Atrás surge Suécia e Irlanda, com 34%. No lado oposto está Luxemburgo (9%), Bulgária (10%) e Roménia (12%). Neste indicador, Portugal surge novamente abaixo da média da UE, com 16% das empresas nesta situação.

 

Em termos de evolução do peso das vendas online na faturação, o cenário muda. Bélgica e Finlândia registaram o maior aumento (cinco pontos percentuais) nas empresas que vendem online (cujas vendas online representam, pelo menos, 1% da faturação) em 2020, enquanto Roménia registou o maior decréscimo (menos seis pontos percentuais), seguida da República Checa (menos cinco) e de Portugal (menos quatro, para 16%).

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