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CABEÇALHO

A fintech para investimentos sustentáveis terminou o ano de 2021 com uma comunidade de mais de 18 mil pessoas e empresas, de 69 nacionalidades, tendo já financiado 142 projetos, num montante global de 10,4 milhões de euros.

De recorde em recorde, a plataforma de financiamento colaborativo de projetos de impacto social e ambiental positivo GoParity fechou o ano de 2021 com mais de 18 mil investidores, duplicando assim o número de utilizadores registados no ano anterior (9.146) e mais que triplicando os 4.800 de 2019.

 

"Este aumento no número de investidores de impacto pode ser explicado pela proximidade entre a comunidade e os projetos que procuram financiamento, e pela transparência do tipo de investimento que oferecemos que permite que pessoas e empresas saibam onde foi investido o seu dinheiro e porque é que ele está a render juros", explica Nuno Brito Jorge, CEO da GoParity, em comunicado.

 

Há 69 nacionalidades entre os investidores, Os países de origem com maior afluência de investidores são Portugal, Espanha, Brasil, Itália, França, Alemanha e Holanda, num total de 69 nacionalidades, mas apenas 23% são mulheres.

 

Nascida em 2017, só no ano passado a GoParity angariou um volume de investimento de 6,5 milhões de euros, ultrapassando o montante alcançado nos quatro anos de atividades anteriores (3,8 milhões de euros), para um total de 10,4 milhões de euros até ao final de 2021.

 

"Notámos um claro ponto de inflexão no nosso crescimento desde setembro de 2020. O que justifica os montantes atingidos este ano é uma combinação de vários fatores: uma comunidade de investidores que cada vez mais acredita e vê os frutos dos seus investimentos, uma equipa qualificada e (acredito) motivada, a maior diversidade de projetos e geografias que introduzimos, bem como a entrada da Mustard Seed Maze e da Critical Software no capital da empresa", salienta o CEO da GoParity.

 

"Diria que este contexto global em que se tornou óbvio que não podemos continuar a estar no mundo da mesma forma é também um fator determinante do nosso crescimento. Mesmo quando num contexto político internacional a vontade de mudar parece difícil de consensuar, temos os cidadãos e empresas a liderar e mostrar com estes investimentos o tipo de economia que querem ter no futuro", considera Nuno Brito Jorge.

 

A GoParity financiou já 142 projetos, mais que duplicando os 70 firmados até ao final de 2020, o que significa que só no ano passado financiou mais projetos do que desde o lançamento da plataforma em setores como a saúde, educação, agricultura, moda ecológica, mobilidade eléctrica, energias renováveis, economia azul, aquicultura sustentável, cooperativas e regeneração, em Portugal, Espanha, Itália,Reino Unido, Lituânia, Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Uganda.

 

"Na última semana do ano, a empresa lançou o primeiro projeto no Quénia, que está agora aberto a financiamento", sinaliza a GoParity.

 

Do total de 10,4 milhões de euros emprestados, "mais de 2,8 milhões de euros já foram devolvidos aos seus investidores (com juros), face a 700 mil euros até 2020", garante a GoParity, afiançando que, "até à data, não há nenhuma falência entre os promotores financiados".

Assumindo o objetivo de criar um "banco verde", a GoParity tem como ambições para 2022 "atrair novos investidores para a plataforma, chegar a mais países e trazer novas soluções de investimento digital para continuar o nosso caminho de tornar as finanças de impacto o novo normal", conclui Brito Jorge.

Para atrair mais investimento corporativo, a startup lançou já "um esquema voluntário de compensação de emissões de carbono e um modelo de oferta de investimentos de impacto como incentivo aos colaboradores".

 

No próximo ano, a GoParity tem como objetivo duplicar novamente a sua comunidade e o montante investido, ou seja, chegar aos 38 mil utilizadores e a um investimento total de 24 milhões de euros.

 

Os projetos financiados, garante a GoParity, "evitam a emissão de 22,2 mil toneladas de dióxido de carbono todos os anos (o equivalente à capacidade de absorção de um milhão de árvores)", tendo já "impactado positivamente 61 mil pessoas direta e indiretamente, e criaram mais de 4.500 postos de trabalho em dez países do mundo".

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