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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Apoiar a internacionalização da economia polaca e promover a captação de investimento estrangeiro são os principais objetivos da primeira delegação da Agência de Investimento e Comércio Polaca (PAIH) que abre hoje em Lisboa.

Disponibilizando uma rede de suporte internacional, através dos seus 70 escritórios em todo o mundo, o PAIH apoia, de forma gratuita, os empreendedores e empresas polacas em procedimentos administrativos e legais relacionados com projetos específicos, no desenvolvimento de soluções jurídicas, na procura de locais adequados, ou mesmo parceiros e fornecedores "confiáveis". Focados em mercados de rápido crescimento e que representam um maior potencial para as empresas, os escritórios foram ainda criados para atrair investidores estrangeiros e auxiliá-los de maneira a estabelecer negócios na Polónia.


Em declarações à 'Vida Económica', Dariusz Duda, diretor no novo escritório da Agência de Investimento e Comércio da Polónia (Polish Investement & Trade Agency - PAIH), explica que, sendo Portugal "um país que mantém relações estreitas com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)", o nosso país "é, sem dúvida, uma porta de entrada e de oportunidades para as empresas polacas se instalarem nesses países e vice-versa". No total, assinala o diretor da delegação do PAIH em Portugal, "são cerca de 250 milhões de potenciais consumidores no mundo lusófono".


Falando sobre as atuais relações económicas entre os dois países, o responsável assegura que "existem já algumas empresas portuguesas de referência presentes na Polónia, nomeadamente a Jerónimo Martins, com a marca Biedronka", e que "é o maior empregador privado do país, com mais de 70 mil funcionários". Para além disso, a presença da Jerónimo Martins no país permite a troca de produtos. "Lá consomem-se produtos portugueses e aqui alguns produtos polacos", indica o responsável. Outros exemplos desta relação são igualmente o Millennium BCP, a Mota-Engil e "o setor das energias renováveis, que tem vindo a crescer, sobretudo no segmento das eólicas".


Embora sem números oficiais, o diretor da PAIH em Portugal assegura que o "mercado polaco tem sido, nos últimos quinze anos, bastante atrativo para as empresas portuguesas devido à mão-de-obra qualificada e acessível". Para além disso, nos últimos 28 anos a Polónia "tem registado um crescimento económico sustentado, tendo tido em 2018 uma evolução positiva de 4%".


Polónia deu a conhecer 12 marcas na Expocosmética


O stand organizado pela Agência de Investimento e Comércio da Polónia presente na Expocosmética deu a conhecer 12 marcas de cosméticos e estética polacos, três das quais já presentes em Portugal com bastante sucesso.


Segundo Dariusz Duda, os produtos apresentados na Expo- cosmética "são produtos polacos que estão à procura de distribuidoras em Portugal e que, por isso, decidiram marcar presença no certame". "Fazer networking é fundamental para nós e esta feira permite ser uma montra para as várias distribuidoras e clientes que nos visitam".


Apostando numa relação qualidade-preço "bastante atrativa", as marcas polacas procuram seguir o exemplo das três marcas já representadas em Portugal que apostaram na exclusividade, através de gabinetes de beleza e spas direcionados ao segmento mais alto.


Os cosméticos polacos são reconhecidos pela sua composição orgânica e natural, alta qualidade e preço acessível.

Portugal pode ser uma porta de entrada e de oportunidades para as empresas polacas se instalarem nos PALOP, considera Dariusz Duda.

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