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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Marrocos e a Tunísia serão beneficiários do pacto verde europeu lançado pela União Europeia com o objetivo de alcançar a neutralidade climática até 2050.

Trata-se de um roteiro que visa reduzir as emissões de carbono, estimular a economia através de tecnologias verdes, dissociar o crescimento económico do uso dos recursos e avançar para uma indústria sustentável e de transportes “limpos”.

 

Marrocos e Tunísia caracterizam-se por deter, em termos regionais, os laços mais próximos com a União Europeia, assim como já iniciaram a transição verde, investindo em energias renováveis, tais como as energias solar e eólica.

 

São, assim, objetivos de ambos os países construir novas interconexões de eletricidade verde na região, promovendo, deste modo, a sua independência energética.

 

Marrocos, através do seu plano nacional sobre o clima, pondo em marcha os princípios inscritos no Acordo de Paris, atribuiu um montante que rondará os 35 mil milhões de dólares destinado a setores vulneráveis como a agricultura, silvicultura e pecuária. Por sua vez, a Tunísia, concentrar-se-á no setor energético que representa 75 por cento das reduções de emissões necessárias para alcançar os seus objetivos, sendo que em matéria de redução do carbono, propõe uma redução de GES (gás com efeito de estufa) em todos os setores, de cerca de 41 por cento relativamente aos níveis alcançados em 2010.

 

Assim, a parceria Marrocos-Tunísia prevê que as energias renováveis possam gerar na Tunísia 30 000 empregos, até 2030, assim como entre 267 000 e 482 000 de empregos em Marrocos, até 2040, de acordo com um estudo do Forúm Euro-Méditteranéen des Intituts de Sciences Économiques.

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