NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As projeções do Fundo para o crescimento nacional em 2021 ficam em linha com o avançado pelo Governo no seu cenário macro, apesar de divergirem relativamente a 2022.

O Fundo Monetário Internacional estima que Portugal cresça 4,8% este ano, uma revisão em alta relativamente à anterior previsão de 3,9%. No relatório de projeções económicas mundiais divulgado esta terça-feira, a estimativa de crescimento para a zona euro também foi revista em alta, passando de 4,4% para 4,8%.

 

O documento do FMI projeta ainda um crescimento em Portugal de 2,3% em 2023, período no qual a zona euro deverá chegar aos 3,0%. Ainda assim, os riscos a esta previsão são vários, incluindo o surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2 resistentes às vacinas disponíveis no mercado ou a persistência de pressões inflacionárias decorrentes de custos crescentes e dificuldades no abastecimento, e o impacto destes na estimativa do fundo seria negativo, esclarece o relatório.

 

O valor antecipado neste documento para o crescimento nacional em 2021 fica, assim, em linha com o esperado pelo Governo no cenário macroeconómico divulgado em antecipação à proposta de Orçamento do Estado para 2022. Para o próximo ano, as opiniões divergem, com o Executivo a prever uma aceleração do crescimento, enquanto o FMI antecipa um abrandamento.

 

Em termos de balança corrente, a expectativa é que o saldo nacional se deteriore, chegando aos -1,7% no final deste ano e aos -2,1% no final de 2022.

 

Na zona euro, a expectativa é que a economia recupere a um ritmo mais elevado do que estimado em julho, no anterior relatório deste tipo do FMI, mas abaixo de outras economias avançadas como os EUA. Apesar do impacto positivo do pacote de estímulos aprovado pela Comissão, a principal economia europeia, a alemã, deverá continuar a sofrer com as disrupções na logística de várias indústrias, mais notoriamente a automóvel, onde a crise dos semicondutores tem provocado atrasos consideráveis na produção.

 

Ainda assim, a pressão inflacionária é mais reduzida do que do outro lado do Atlântico, pelo que, à semelhança do Japão, a política monetária se deverá manter acomodatícia durante mais tempo do que nos EUA ou no Reino Unido.

 

A evolução do consumo privado e o investimento bruto na zona euro também deverão ficar aquém da registada na economia norte-americana, detalha o relatório, com os gastos públicos a destacarem-se como a componente em que a Europa aposta mais fortemente do que a sua congénere americana.

Partilhar