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Uma plêiade de notáveis, entre os quais o primeiro-ministro, três ministras e o presidente da Câmara de Lisboa inauguram esta segunda-feira, 20 de novembro, o novo centro de I & D do ISCTE, que vai concentrar mais de mil investigadores e centenas de projetos de todas as áreas de investigação desenvolvidas na instituição liderada por Maria de Lurdes Rodrigues.

O ISCTE inaugura hoje o Iscte – Conhecimento e Inovação, um centro de Investigação & Desenvolvimento que vai concentrar todas as suas unidades de investigação e produção de conhecimento, envolvendo mais de mil investigadores. Em Março de 2022, o Jornal Económico apresentava assim o projeto.

 

O primeiro-ministro, António Costa, as ministras da Presidência, Mariana Vieira da Silva, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e da Coesão, Ana Abrunhosa, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, participam, na cerimónia durante a qual vão ser apresentados três projetos de investigação a desenvolver na instituição: um pretende revolucionar a partilha de dados de saúde na Europa; outro combater os discursos de ódio online; e o terceiro usar recursos digitais para articular iniciativas entre grupos sociais e municípios.

 

X-PAnDH e XShare querem revolucionar a partilha de dados de saúde em toda a Europa e os seus principais recursos de I&D vão estar sedeados no novo edifício. O ISCTE lidera o consórcio internacional X-PAnDH, financiado pelo programa Horizonte Europa, que envolve mais de 25 entidades empenhadas em desenvolver um sistema interoperável de dados de saúde nos países da União Europeia. 

 

O projeto XShare, por seu lado, permitirá aos cidadãos europeus controlar num futuro próximo a partilha dos seus dados clínicos entre instituições de saúde, nacionais ou internacionais, podendo tomar decisões caso a caso.

 

Outro programa de investigação que será realizado no Iscte – Conhecimento e Inovação é kNOwHATE – Knowing Online Hate Speech. O projeto visa combater o discurso de ódio online, desenvolvendo mecanismos de deteção automática e permitindo intervenções mais rápidas das instituições sempre que o fenómeno se manifestar em redes sociais, órgãos de comunicação ou sites institucionais. Financiado pelo programa europeu Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores, é liderado por uma equipa interdisciplinar do Iscte CI em colaboração com outras dez entidades nacionais e internacionais.

 

Também o projeto Ciência de Dados para as Desigualdades Ambientais vai  cruzar as pesquisas de diferentes unidades de investigação do novo centro. Este programa vai analisar dados ambientais e desigualdades recorrendo às ciências sociais e adaptando ferramentas digitais para a resolução de problemas urbanos. O objetivo é usar recursos digitais que permitam, a quem estiver interessado, apresentar propostas de desenvolvimento sustentável em conjunto com grupos sociais e com municípios. Fornecer oportunidades para melhorar o desempenho e a democratização das administrações públicas locais e regionais, tornando mais acessível e transparente a sua relação com cidadãos e com empresas, é outro dos objetivos.

 

“Qualquer um destes três projetos, como muitos outros que irão ser lançados e desenvolvidos, mostram o potencial de interface que o “Iscte – Conhecimento e Inovação” possui para cruzar as áreas das engenharias, tecnologias e arquitetura com as ciências sociais e comportamentais, a economia e a gestão”, afirma Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do Iscte. “Este centro é a concretização em Lisboa dos conceitos académicos, arquitetónicos e urbanísticos da ‘Universidade sem muros’, os quais promovem a interação da academia com o tecido social e económico envolvente”.

 

Investimento e Financiamento

 

O Iscte – Conhecimento e Inovação vai acolher oito unidades de investigação, agregando três laboratórios associados, três laboratórios colaborativos, um Polo de Inovação Digital, um Centro de Valorização e Transferência de Tecnologias, oito observatórios e nove laboratórios. O valor total do investimento é de 19,5 milhões de euros, tendo sido cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional em 7,7 milhões de euros, no âmbito do Programa Operacional Regional Lisboa 2014-2020.

 

O projeto de arquitetura do novo centro Iscte – Conhecimento e Inovação foi desenvolvido por uma equipa  coordenada por Bernardo Pizarro Miranda, arquiteto e professor do ISCTE, e contou com a colaboração de estudantes de Arquitetura da casa. O projeto parte da reconstrução do antigo edifício do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, que o ISCTE adquiriu ao Estado, em 2011, por 9,2 milhões de euros.

 

 “Com o modelo de produção de conhecimento que vamos implementar, pretendemos promover a inovação, a investigação interdisciplinar e a colaboração entre a comunidade científica e a sociedade, contribuindo dessa forma para um futuro mais promissor e sustentável”, afirma Jorge Costa, vice-reitor do Iscte responsável pelo funcionamento do novo centro de investigação científica. A principal motivação “é oferecer soluções inovadoras para desafios contemporâneos”, salienta.

 

Teresa Almeida, presidente da Comissão Diretiva do Lisboa 2030 e presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), diz, por seu turno: “Este equipamento contribuirá para a produção e transferência de conhecimento sobre a sociedade, as organizações e as empresas, fortemente relacionado com alguns dos desafios identificados pela União Europeia e claramente alinhado com a Estratégia Regional de Especialização Inteligente de Lisboa”. “Sendo esta a única região de competitividade portuguesa em contexto europeu, a aposta no financiamento de infraestruturas tecnológicas, como este novo edifício do ISTE, irá continuar no Programa Regional Lisboa 2030”, salienta.

 

Em O Jornal Económico

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