NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O congestionamento do tráfego marítimo mundial, conjugado com a subida do preço dos fretes, está a levar “ao adiar de muitos negócios e à paralisação de muito investimento e novos contratos”, assegura o bastonário da Ordem dos Despachantes Oficiais (ODO), Mário Jorge, em entrevista ao Jornal de Negócios.

O líder da Ordem profissional lembra que “existem empresas portuguesas que já estão progressivamente a optar por transportar as mercadorias até esses portos, optando pelo transporte por via rodoviária até Portugal”.

 

A sul, Nuno Maia, diretor-geral da AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal, explica que muitos operadores “a ter dificuldade na importação de matéria-prima e combustível, de que necessitam para produzir, mas também estão a ter dificuldade na exportação de produtos acabados”. “Temos encomendas que não conseguimos satisfazer”, reconhece.

 

A norte, o diretor executivo da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), Gualter Morgado, afirma que os “problemas logísticos em toda a linha, desde a importação de matéria-prima à exportação de produto acabado”, têm vindo “a acentuar-se ao longo das últimas semanas e meses”.

 

“Registam-se sucessivos atrasos no fornecimento e uma escalada incessante dos preços, com inevitáveis consequências para produtores e cliente final”, assegura, exemplificando que o custo do frete de um contentor é hoje cerca de seis vezes superior ao que era no período pré-pandemia. São “aumentos completamente insustentáveis para a dimensão das empresas nacionais”, defende o líder associativo.

Partilhar