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O setor das bebidas espirituosas está pronto para aumentar as exportações em 5% ao anos, mas tem uma condição: o Governo não pode aumentar no Orçamento de Estado para 2022 (OE2022) – que será entregue hoje na Assembleia da República – o imposto sobre o álcool e bebidas alcoólicas (IABA).

O compromisso está inscrito no roteiro entregue a semana passada pela ANEBE, a associação representativa do setor, ao secretário de Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante dias. João Vargas, presidente da organização, explicou ao Jornal de Negócios que o governante “desafiou-nos a fazer um ‘roadmap’ para o setor e nós encomendámos um estudo à EY. Agora que atingimos a estabilidade fiscal, estamos finalmente prontos para avançar”.

 

“Desconhecemos a orientação do Governo para este Orçamento do Estado (OE), mas estamos a aguardar serenamente,” indica ao Negócios, João Vargas.

 

O líder da ANEBE sublinha que “a indicação geral é de que não haverá aumento. Em 2011, quando o país passava por dificuldades, este imposto aumentou brutalmente. Foi muito complicado para as empresas de bebidas espirituosas, que são maioritariamente pequenas empresas, muitas delas familiares. Não podem ser sempre os mesmos a pagar as crises”, lamenta João Vargas.

 

Segundo o Negócios, “desde a década de 2010 que o valor das exportações das empresas representadas pela ANEBE se situa entre os 40 e os 50 milhões de euros anuais (excluindo o ano de 2020, em que esse valor foi muito inferior, devido à pandemia). É um valor baixo, tendo em conta que o setor vale 800 milhões de euros, por ano”.

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